Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 15/04/2020

Na obra cinematográfica, À Espera de um milagre, um filme norte-americano de 1999, é retratada a história do protagonista que é acusado injustamente pelo assassinato de duas garotas. O personagem, é perseguido por dias pelo povoado que o julgam culpado. Posteriormente, ele é condenado à morte. A falta de provas sobre as acusações não se sobrepôs à opinião do povo. Não diferente da ficção, falsas notícias circulam em meio ás redes sociais cotidianamente. Essa prática comum, ganhou grande espaço nas fontes midiáticas, tornando-se mais prejudicial pela rápida disseminação e irresponsabilidade virtual pública e jornalística com elas.

É relevante abordar, primeiramente, que no âmbito demográfico, a globalização foi e é responsável pela união nacional e internacional de indivíduos por meio da tecnologia. Essa aproximação, facilitou a comunicação e o acesso a notícias em tempo real. A pressa de jornalistas e fontes midiáticas em entregarem conteúdos em primeira mão – não havendo tempo nem interesse de uma pesquisa aprofundada acerca do assunto –, contribui para que notícias infundadas sejam expostas ao público. Evidenciando, portanto, a falta de ética e responsabilidade jornalística. Em outros casos, a notícia não vem de um cunho jornalístico mas sim de algum usuário, com o objetivo de implantar mentiras e boatos na “terra sem lei”.

Com a rapidez que uma notícia é exposta, consumida e consequentemente compartilhada, não há interesse da grande massa em checar a veracidade delas, já que panoramas na internet são costumeiramente espetacularizados. Em assuntos polêmicos como: política, religião e violência, uma falsa notícia, além de causar desinformação, pode gerar propagação de ódio, revoltas coletivas e linchamentos virtuais. Em casos mais extremos, os indivíduos envolvidos em matérias infundadas podem ser perseguidos na vida real ou até mortos.

Nota-se, contudo, os prejuízos que o compartilhamento de notícias não verídicas podem acarretar. Cabe aos responsáveis de matérias jornalísticas, ética e fidelidade ao escreverem e expôr as matérias. Com o objetivo de repassar fatos, gerando informação e não o contrário, estudos sobre os assuntos tratados devem ser feitos com mais profundidade por meio de entrevistas e pesquisas, garantindo que notícias chegarão com clareza à qualquer tipo de público. Aos consumidores de informações por meio de plataformas digitais, devem conferir as fontes que dão origem a elas e se são confiáveis, e em caso de dúvida, não compartilhar. Com isso, a “fake news” não terá tanta constância na internet.