Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 15/04/2020
No final dos anos 90, já existia o hábito de espalhar notícias falsas através de mensagens de e-mails a grupos de amigos. Com a evolução da tecnologia, aumentou o número de acessos através da internet concomitantemente o surgimento das redes sociais, as quais intensificaram essa prática. Diante disso, é necessário atentar-se aos riscos de compartilhamento de mentiras e boatos na rede, verificando a autenticidade dos fatos para que não ocorra a disseminação de fake news e a ocorrência de injustiças.
Primeiramente, cabe ao internauta buscar fontes confiáveis de informação. De acordo com a pesquisa realiza pelo site Buzz Feed News (2016), o Facebook está entre as primeiras fontes de notícias utilizadas pelos internautas. Nesse sentido, 83% dos entrevistados que o usam como tal, acreditam que as notícias falsas eram verdadeiras. A verificação da fonte antes do compartilhamento da notícia é necessária para que não ocorra a disseminação de fake news. Além disso, vale optar por meios que tenham uma maior veracidade nas postagens.
Indubitavelmente, a força que um boato tem na internet é indescritível, podendo acarretar injustiças. No ano de 2017, ocorreu em São Paulo um crime instigado por notícias falsas. Uma mulher foi lixada por ter seu rosto associado a um falso retrato falado de uma sequestradora de crianças, o qual foi disseminado na internet. Diante disso, percebe-se que a partir da criatividade um boato toma forma e proporções inimagináveis, podendo influenciar na vida dos internautas, por causa do alto engajamento que reflete. Desse modo, é preciso que os mesmos procurem a autenticidade da notícia para que não ocorra injustiças.
Nessa perspectiva, a veracidade das notícias está atrelada ao compartilhamento de mentiras e boatos na internet. Em primeiro lugar, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve elaborar companhas digitais, em parceria com a mídia, que abordem sobre os riscos atrelados a disseminação de notícias falsas com o objetivo de diminuir esse ato. Além disso, a Escola na esfera pública e privada deve organizar palestras sobre os riscos de compartilhamento de boatos e promover na sala de aula formas de usar a internet a favor do indivíduo para que os alunos percebam quando encontrarem uma mentira e saibam como agir diante da situação.