Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 14/04/2020

A internet desde o início vem trazendo muitos benefícios com a sua chegada, mas também trouxe malefícios, um deles é a disseminação de notícias falsas. As informações falsas se espalham com muita rapidez, particularmente em torno de “breaking news”, quando há muitas novas informações circulando ao mesmo tempo e acaba ficando difícil identificar o que é verdade ou não, afirma Scott Lamb, vice-presidente do BuzzFeed, site especializado em notícias virais.

De acordo com uma pesquisa feita pelo site do Buzzfeed, sobre fontes de informações, oitenta e três por cento das vezes, os entrevistados que alegaram usar o Facebook como sua maior fonte de notícias, acreditavam que manchetes de notícias falsas eram verdadeiras. A disseminação de mentiras pode prejudicar empresas e figuras públicas. Em 1835 o astrônomo John Herschel, teve sua imagem atribuída à história inverídica  de que alienígenas estavam próximos da Terra a partir do nosso satélite natural. Essa mentira quase acabou com a carreira do astrônomo.

Em março de dois mil e vinte, no Irã, pelo menos quarenta e quatro pessoas morreram intoxicadas, depois de consumirem um tipo de álcool adulterado no país. Se espalhou uma falsa notícia na região, de que a bebida ajudaria a curar o novo “covid-19”. No Brasil um grupo de especialistas em “fake news” do Ministério da Saúde, alertou um risco de “infodemia”. Em um mês e meio, analisaram mais de oito mil mensagens falsas sobre a doença.

A prevenção mais eficaz contra a disseminação de notícias falsas é em todo caso nunca compartilhar notícias sem possuir certeza absoluta da procedência daquela manchete. Procurar saber sobre a fonte original da informação, é essencial. Pequenas medidas podem frear uma mentira. O Ministério da Saúde do Brasil criou um serviço que incentiva a população a tirar suas dúvidas diretamente com as autoridades através de um número telefônico.