Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 16/04/2020
Consoante o pensamento de Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassa a da própria existência. Nesse sentido, o compartilhamento de mentiras e boatos na internet pode prejudicar o bem estar social, repercutindo na saúde física, e também estimulando episódios de violência entre as pessoas.
Em primeiro plano, vale ressaltar o elevado número de receitas milagrosas para cura de doenças, sem qualquer comprovação científica, divulgadas em alguns sites da internet. Nessa apreensão, muitos internautas são lamentavelmente induzidos a usarem produtos sem segurança, podendo gerar malefícios à saúde. À exemplo, a promessa de que a vitamina D protege o corpo contra infecção por coronavírus, veiculada irresponsavelmente em postagens no Facebook e felizmente desmentida pelo Ministro da saúde, Luis Henrique Mandetta, em rede nacional de televisão, o qual orientou a população a não fazer o uso da suplementação para esse fim.
Ademais, a disseminação de fake news também repercute negativamente sobre comunidades. Diante disso, cita-se o assassinato de Fabiane Maria de Jesus, em Guarujá, São Paulo, pelos próprios vizinhos, após boatos de magia negra serem associados a seu nome nas redes sociais. Essa tragédia na vida “real”, para além de reforçar o perigo da disseminação de inverdades no mundo virtual, afronta o direito fundamental à vida, garantido na Carta de Direitos Humanos da OMS.
Em síntese, medidas são necessárias diante da problemática discutida. Para tanto, o Ministério da Educação, por meio de campanha educativa, veiculadas na rede televisiva aberta, deve expôr a necessidade do não compartilhamento de informações duvidosas relativas a saúde ou fatos, por exemplo, além de orientar a checagem das informações através das fontes, atentando para reputação do site ou autor. Dessa forma, estimulando a consciência coletiva sobre os riscos da fake news, a sociedade se aproxima do ideal defendido pelo filósofo grego.