Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 14/04/2020
Juntamente ao advento da internet, a sociedade de massas instalada na contemporaneidade favorece a propagação de uma gama imensa de informações para todos os componentes do corpo social. No entanto, uma vasta parcela desse conteúdo não provém veracidade e o usuário por vezes incapaz de distinguir entre o que é de fato verdadeiro, acaba contribuindo para a propagação de notícias falsas. Não obstante, as consequências desse fato vem impactando negativamente as relações entre as pessoas e daí vem a importância de debater sobre a problemática a fim de amenizar os seus efeitos.
O filme “O Milagre da Cela 7” do diretor turco Mehmet Ada Öztekin, mostra em seu enredo a trajetória de um homem com deficiência mental que acusado injustamente de ter matado uma garotinha, recebe pena de morte. Logo, é possível traçar uma analogia entre o filme e a realidade de alguém que sofre retaliação de maneira injusta devido às informações falsas admitidas pelas redes de comunicação. Percebe-se então a gravidade da avaliação das faces de um acontecimento antes de tomar como verdadeiro e passar adiante.
O uso sem consciência das redes de comunicação para divulgação de informações e a falta de estímulo ao senso crítico perante dados expostos levam cidadãos a serem enganados ou a cometerem crimes. Atualmente há uma linha tênue entre o que é público e privado e garantir uma consciência de disponibilidade de conteúdo permite mais estabilidade tanto no âmbito profissional como nas relações pessoais.
Portanto, é notória a relevância da conscientização pelos usuários do conteúdo disponibilizado e consumido por eles na rede de comunicação. Para que desde cedo os mais jovens venham se atentando a isso, é importante o papel da família e da escola em alertar sobre os perigos da exposição da própria imagem e dos outros na internet. Além disso, antes de compartilhar notícias deve-se ler com calma e averiguar a veracidade da matéria e se o site e a data da informação são condizentes. Contudo, destinar menos horas para entretenimento vago no aparelho celular e mais para a vida real é essencial não só para prezar pela própria saúde mental mas também pelo bem do coletivo.