Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 14/04/2020

A expansão de um dos maiores e mais importantes meios de comunicação, a internet, trouxe incontáveis benefícios para seus usuários. Entre esses, está um dos mais importantes: O acesso a fontes de notícias diversas, que nunca esteve tão prático como hoje. Há no entanto, um malefício que acompanha tal novidade:  O compartilhamento, de notícias falsas. As chamadas “fake news” podem ser verdadeiramente prejudiciais àqueles envolvidos, entretanto, a divulgação dessas parece estar se tornando cada vez mais abrangente e impensada.

Em 2018, na plataforma digital “youtube”, Nilson Izaias, um novo criador de conteúdo ganhou destaque e se popularizou rapidamente por um diferencial: Ser idoso e, logo, bem mais velho do que a maioria dos usuários da rede. Não demorou para que surgissem sérias acusações relacionando o influenciador digital a casos de assédio e pedofilia. Tais informações foram compartilhadas em uma proporção tão absurda que, antes que fossem provadas falsas, foram responsáveis por danos severos à imagem do senhor.

Os casos onde a propagação de falsas notícias são diversos e, as vezes, danosos até mesmo para aqueles que acreditam nestas. Em 2020, com o surgimento de uma nova pandemia, o coronavírus,  a criação e envio de textos falsos foi tão grave que colocou em risco a vida de muitos que passaram a ingerir medicamentos indicados através dos textos para uma suposta imunização à doença. A comoção popular foi tão grande que técnicos de uma das maiores mídias sociais, o “Whatsapp”, desenvolveram uma ferramenta capaz de identificar, em muitas das vezes, as falsas informações.

O mecanismo proposto pela plataforma de conversação é um bom início à uma mobilização que se tornou necessária nos tempos atuais, contudo, é necessário que mais medidas sejam tomadas. Outras mídias sociais devem aderir mecanismos semelhantes, tornando mais cautelosa a investigação das “fake news” e instruindo seus usuários à lidar com estas. A sociedade deve também pressionar o governo, através de manifestações e abaixo-assinados, para que essas publicações se tornem crime de pena inafiançável, reduzindo assim a criação e a disseminação destas e tornando a internet um ambiente mais seguro para todos.