Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 15/04/2020

“Aqueles que não conseguem se lembrar do passado estão condenados a repeti-lo”. Essa frase de George Santayna representa, de modo atemporal, a questão dos riscos do compartilhamento mentiras na internet, tendo em vista que essa ação pode causar problemas desnecessário à sociedade. Nesse sentido, pode-se dizer que a persistência dessas condutas se deve a falta de imposição de rígidos limites. Dessa forma, é necessário analisar esse quadro pelo o ordenamento jurídico e pela educação escolar.

Inicialmente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê o direito à informação. No entanto, o Poder Estatal pela falta de políticas públicas, fere a legislação. Isso, porque o Ministério da justiça falha em não promover campanhas e leis que atuem no combate à fake news e o Ministério da Educação não só deixa de abordar sobre as consequências dessa na sociedade, mas também não instrui os estudantes a ver se a notícia é real antes de compartilhá-la. Logo, se a matéria não é verdadeira, ela deixa de ser uma informação. Assim, essa negligência estatal representa uma das causas do problema.

Além disso, o ensino precário das escolas públicas também é um fator inerente para esse problema. Haja visto que, há pouco tempo atrás, surgiu uma notícia de que estavam vendendo bananas como o vírus da Aids, em que pessoas que contém a doença injetaram o próprio sangue na fruta. Essa notícia alarmou os cidadãos brasileiros, porém, poderia ter sido diferente se a educação nas instituições de ensino municipais e estaduais tivessem uma qualidade melhor, porque assim, os estudantes saberiam que o vírus é um parasita obrigatório e que ele não consegue sobreviver muito tempo fora do corpo humano. Contudo, alertariam boa parte da população.

Entende-se diante do exposto, a real necessidade de que o Estado crie políticas públicas para conscientização, educação e punição das pessoas que compartilharem fake news. Para isso, o Ministério da Justiça e da Educação precisam ser mais eficientes em dar informações a respeito disso para a sociedade. Sobretudo, cabe às escolas, em parceria com a mídia, instruir seus alunos, para que possam saber mais sobre como se informar de maneira adequada nos dias de hoje. Dessa forma, acreditar em notícias falsas na internet não será mais um problema cotidiano.