Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 16/04/2020
É notório que a comunicação democratizada e em massa advinda da internet, trouxe inclusão e praticidade. Com tudo, a velocidade de propagação de conteúdo em que não se compromete com a veracidade dos fatos pode implicar em graves acidentes éticos, visto que as pessoas seguintes também ignoram a possibilidade de checar elementos antes de repassar e assim agem precipitadamente, envolvem pessoas mencionadas em falsas acusações e tomam uma série de decisões equivocadas.
Em 2017 “viralizou” na internet a imagem da rainha Elizabeth II, na praia vestindo biquíni, mais tarde porém, após inúmeras transmissões foi provado que tratava-se de uma foto alterada. As informações oscilam entre as aparentemente inofensivas e as mais graves, que prejudicado diretamente os envolvidos, como exemplo o caso do lichamento de Fabiane Maria de Jesus, que foi dada como sequestradora após um retrato falado, de um crime que segundo apurações da polícia sequer existiu, ser partilhado sem responsabilidade.
Além dos casos particulares, existem também os que ameaçam a saúde pública, na época de alto pico de febre amarela no Brasil ocorreu a disseminação da notícia de que a vacina era prejudicial à saúde, isso refletiu diretamente no número de pessoas imunizadas e por consequente no maior número de mortes, as quais poderiam ser evitadas se houvesse maior cautela ao repassar mensagens. As consequências desses compartilhamentos também pode se reverter negativamente para quem o espalha em casos de denúncias por fake news, ou até responder por incitar a violência por meio da internet.
Por fim, as medidas cabíveis contra esses boatos ilegítimos e o que as sucede, dizem respeito aos criadores de redes sociais: é necessário criar mecanismos que sejam capazes de denunciar exclusivamente as constatações incoerentes, o que já ocorre por exemplo no facebook, onde é possível remover a publicação. Assim também como aos usuários: uma postura mais cética diante de informações, a investigação em mais de uma fonte de notícias, que tenham maior credibilidade das mídias sociais e sites com teores sensacionalistas, resolveria essa problemática.