Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 16/04/2020

Na idade Moderna, diversos fatores influenciaram na explosão da Revolução Francesa. Dentre eles, a divulgação de informação em um jornal da época, feito a partir de inovações tecnólogicas recentes para esse momento histórico. Assim como as prenssas de Gutenberg e D’Alambert proporcionaram o passo inicial ao desenvolvimento de tecnologias de divulgação de informação, hoje, a internet também se destaca no meio, trazendo condições implicítas em sua utilização desmedida, que por conseguinte são muitas vezes esquecidas ou até mesmo subestimadas.

A preponderância do problema da divulgação de informações falsas na internet se mostra evidente na questão. É além disso, principalmente demonstrada pelo número de usuários em redes socias, tal qual o Facebook, que aparece como terceiro meio de aquisição de informação da população, ficando atrás somente de veículos especializados na função.

Se a possibilidade de interação das pessoas às notícias do momento, aparece como um atrativo específico das novas tecnologias, a existência constitucional da liberdade de expressão não deve ser confundida com fatos reais produzidos por fontes confiáveis. Desse modo, fica implícito a necessidade latente de responsabilidade intelectual não só daqueles que produzem conteúdo, assim como os interlocutores desses meios.

A internet assumindo tais atribuições nos tempos modernos, pode carecer de revisões posteriores, justamente pela inexistência  de regulamentação daqueles que se propõem serem divulgadores ou formadores de opinião no meio. Se hoje, a tecnologia se molda  como meio efetivamente presente em nossas vidas, há necessidade eminente de guiar as massas e demonstrar as reais atribuições de cada meio específico, para que uma rede social sirva como porta à informação de qualidade através de hiperlinks, mas que não seja vista um como meio de informação propriamente dito. Logo, é evidente a dificuldade em consolidações de medidas que transponham o problema, mas que poderiam ao menos serem mitigadas, com um olhar diferente aos problemas educacionais atua