Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 16/04/2020
Joseph Goebbels afirmava que “uma mentira dita mil vezes, torna-se verdade”. Com base na citação do chefe da propagando no período nazista, pode-se destacar a propagação de notícias falsas tidas como fato para quem compartilha e para quem recebe. Dessa forma, tem-se como consequências desse compartilhamento de boataria na internet o desserviço com a segurança e os ricos na legitimidade de informação.
A princípio, pode-se elucidar que com a globalização e a revolução técnico científica, as pessoas passaram a possuir “na palma da mão” o poder de levar notícias e criar conteúdos, até então tarefa das redes de comunicação como a rádio e jornais. Com isso, aumentou os casos de propagação de mentiras na mídia virtual devido a falta de comprovação da veracidade de certas postagens. Tal possibilidade ocasiona na sociedade correntes que podem colocar em risco a segurança. Isso é ratificado pelo caso da inocente morta, Fabiane de 33 anos, a qual teve sua imagem exposta nas redes sociais vinculada a notícia de que ela usava crianças para rituais religiosos, esse ocorrido provocou o assassinato dela por justiceiros e logo após a tragédia foi constatado a sua inocência. Isso prova a necessidade de auxiliar os usuários nas redes.
Além disso, um outro risco no compartilhamento de boatos é a propagação de desinformações. Isso é nítido pelo caso dos antivacinas, os quais vinculam nas plataformas virtuais pesquisas errôneas a respeito da vacinação, de modo a alegar o surgimento de doenças em quem vacina. Tal prática virtual ocasiona problemas de saúde pública prejudicando toda a sociedade, uma vez que para a proteção coletiva é preciso que todos estejam imunizados. Isso é constatado pela ressurgência de doenças já erradicadas como o sarampo e a poliomelite. Assim, é urgente a ação das redes e dos internautas na denúncia de postagens que desligitimam, no âmbito digital, as indicações do ministério da saúde.
Portanto, cabe uma iniciativa de maneira que intervenha na propagação de boatos. Para isso, é preciso que a mídia, como disseminadora de ideias, deve, por meio de anúncios nas próprias redes sociais, evidenciar as consequências do compartilhamento de mentiras na era digital, para que os usuários usam as redes de forma responsável. Concomitantemente, o indivíduo, como parte do bem coletivo, deve interromper as publicações duvidosas, por intermédio de denúncias e da verificação da veracidade por sites como o “Boatos.org”, objetivando um espaço virtual saudável. Dessarte, a sociedade não terá um lema nazista nas sua postagens e sim a verdade como uma prioridade.