Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 16/04/2020
O livro “A guerra que salvou a minha vida”, da estadunidense Kimberly Brubaker, conta a história de Ada, uma menina que tem uma deficiência no pé, por vergonha, sua mãe alega para as pessoas que a filha tem transtornos psicológicos, fazendo com que ela seja tratada de forma preconceituosa. Fora da ficção, com a predominância da tecnologia, se tem a rápida propagação de acontecimentos através das mídias, que propendem a prejudicar individualmente ou coletivamente. Desse modo, é preciso a reversibilidade do cenário em questão.
Primordialmente, as redes sociais permitem, além da interação, manter-se informado em relação ao que acontece no país e no restante do mundo. De acordo com uma pesquisa realizada pelo site buzzfeed, cerca de 23% dos entrevistados utilizam o facebook como sua principal fonte de notícias. No entanto, 83% já foram vítimas das populares “fake news”.
Ademais, acontecimentos com veracidade duvidosa tendem a ser acompanhadas por manchetes tendenciosas e sensacionalistas, que são compartilhadas de modo rápido, provocando a sua imediata viralização. Além disso, o excesso de informações, depoimentos realistas vinculados a matéria e o descaso quanto a verificar a credibilidade da fonte, estão diretamente relacionados a difusão de mentiras e boatos virtuais.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação juntamente com os veículos de comunicação devem, por meio de jornais e propagandas divulgadas pelos órgãos do Governo Federal, promover a reeducação quanto ao uso da internet. Também é importante priorizar o incentivo ao desenvolvimento do censo crítico, para questionar os acontecimentos, incluindo verificar as fontes e que está acessando, data em que foi publicada, além de ler a notícia completa. Assim, busca-se evitar a disseminação de fatos infundados.