Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 16/04/2020
Mentira rentável
Nos dias de hoje é impossível não entrar em contato com notícias falsas. Ainda que não compartilhemos ou demos validade, ela chega a nós. Pela imprensa, mídias sociais, etc. De certa forma isso sempre ocorreu. Quem não conhece o esteriótipo do vendedor de elixir que vem numa carroça oferecer a cura para todos os males.
Charlatanismo é parte da experiência humana, onde há oportunidade para lucrar ou ganhar algo, surge alguém para tomar proveito da situação. Se a oportunidade for imoral poucas pessoas se apresentarão, mas sempre há aquelas que não possuem um compasso moral ou as circunstâncias a levam a acreditar que não tem um.
No contexto da era da informação, esse mau caratismo tem um modus operandi bem característico do século vinte e um. Envolve a circulação de notícias sensacionalistas já que tem maior chance de serem compartilhadas, soluções miraculosas, notícias que provocam sensações como medo, raiva, nojo e por isso também são mais compartilhadas que o resto.
Como na época dos vendedores de elixir, atualmente existem pessoas lutando contra essa leva de picaretas. Naquela época cientistas e mágicos ilusionistas dedicavam parte do seu tempo para desbancar e desmascarar os impostores. Hoje, cientistas, revistas, sites especializados e segmentos da imprensa são alguns dos que tomam pra si essa responsabilidade.
É preciso uma conscientização maior da população. Um mínimo de ceticismo, checagem de fontes, de data da notícia original, já seriam um grande passo. Felizmente a população que mais cai em mentiras de internet é a mais velha e que não cresceu nesse meio. Os jovens são atentos a boatos, mentiras, etc e por isso conforme o tempo passar, menos e menos veremos notícias falsas tomando as proporções que tomam agora.