Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 17/04/2020
Esopo foi um escritor da Grécia antiga e autor de diversas fábulas, dentre elas a do “jovem pastor e o lobo”. A moral desta história exemplifica as consequências de mentir. Por analogia, nos dias atuais a mentira se propaga com tamanha rapidez em redes sociais, onde não há a necessidade de uma fonte para o compartilhamento destas “fakes news”. Imediatamente, um grande número de leitores é desinformado, como também esta desinformação pode acarretar um ato errôneo de “justiça com as próprias mãos”. Diante disso, a sociedade distancia-se da verdade e se aproxima da imoralidade. De acordo com Laurence Cibrelus, chefe da estratégia de combate à febre amarela da Organização Mundial de Saúde, em entrevista noticiada no G1, alega que em 2018 o Brasil enfrentou o maior surto da doença desde 1980. Outrossim, no mesmo ano foi propagado uma “fake news” de que uma receita natural poderia garantir proteção contra a febre amarela, influenciando negativamente as metas de vacinação contra a doença. Segundo compositor norte-americano Frank Zappa, " informação não é conhecimento, conhecimento não é sabedoria e sabedoria não é verdade". Contudo, observamos que o senso comum muitas vezes não segue esta lógica. Aliás, em 2014, foi-se divulgado uma notícia falsa com imagem de uma mulher sendo acusada de sequestrar crianças em Guarujá, estado de São Paulo. Logo uma residente da cidade foi identificada como esta suposta sequestradora e sofreu linchamento pela população local. Bem como esta mulher foi investigada e inocentada, sendo a vítima deste boato. Nesse sentido, para mitigar as consequências destas mentiras e boatos, é necessário que as empresas destas redes sociais adotem medidas de controle para divulgação de informações, criem avisos para o internauta, o alertando que ele é responsável por pelo conteúdo que compartilha. Também cabe ao Poder Legislativo de elaborar leis que penalizem mentiras divulgadas. Espera-se, com isso, que os brasileiros consumam somente notícias verídicas, desenvolvendo um senso crítico comum. Assim, estaremos livres das consequências das mentiras que atingem a sociedade em grande escala.
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