Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 15/05/2021

Em 1969, a internet foi criada com o objetivo de conectar sistemas tecnológicos da época, sendo adotada posteriormente para efetivar a comunicação entre os indivíduos,agindo como um agente da globalização.No entanto, apesar de ter facilitado a troca de informações, parte do conteúdo divulgado pelos usuários apresenta uma falsa natureza, o que pode agravar o entendimento de diversas situações por parte da sociedade. Tal problemática corrobora o surgimento da alienação popular em consonância com a tomada de atitudes nocivas à saúde.

Em primeira instância,a adulteração de informações manipula  a consciência social, que perpetural a informação falsa.Nesse ínterim, muitas organizações beneficiam-se das “fake news” para reordenar o pensamento dos indivíduos, seja com a omissão de fatos em determinada notícia, seja com a divulgação de mentiras, o que fortalece o pensamento da sociedade voltado para os grupos que almejam o poder. De modo análogo, ao fim da Revolução Russa, em meados de 1920, várias imagens foram modificadas em favor do governo vigente na época, excluindo a participação de pessoas contrárias ao ideal defendido, sendo considerada uma ação de manipulação da consciência. Logo, infere-se que que a problemática agrava o sentido crítico do ser humano.

Ademais, muitos usuários baseiam sua vida nos contornos objetivados pela internet.Nesse sentido, tratamentos físicos e possíveis curas de enfermidades são informações bastante veiculadas em redes sociais, sendo muitas delas consideradas perigosas e sem embasamento científico, o que pode comprometer o sistema fisiológico humano.Consoante a isso, dados do MIT apontam que uma notícia falsa tem 70% mais chances de ser disseminada do que uma verdadeira, visto que há um conteúdo mais otimista e sedutor do que uma pesquisa de renome científico. Assim, nota-se que a população busca o senso comum nas mais diversas categorias da vida.

Portanto, a divulgação de informações falsas traz diversos riscos à sociedade, e devem ser evitados. Por isso, é mister que o Ministério da Tecnologia elabore defesas para a disseminação de “fake news” no meio social, por meio do desenvolvimento de aplicativos que utilizem um sistema de códigos binários para a comparação de dados com pesquisas científicas, bem como busquem encerrar atividades dos principais sites agregadores de matérias falsas, com o fito de reduzir a transmissão de fatos equivocados para a população. Outrossim, urge à família atentar-se aos comportamentos dos seus mebros nas mais diversas situações, alertando-os sobre os perigos da crença em tratamentos vistos em redes sociais sem antes a consulta a um agente profissional específico da área, com a meta de evitar danos ao sistema fisiológico humano.