Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 18/05/2021

A Revolta da Vacina, de 1904, teve a campanha de vacinação sabotada por notícias falsas que trouxe como consequência a morte de 7 mil pessoas. Dessa forma, na contemporaneidade, o compartilhamento de boatos, principalmente, na internet, têm trazido riscos para a sociedade, como o aumento da propagação de doenças e a diminuição do pensamento crítico. Logo, é essencial analisar e combater esses empecilhos, para, assim, alcançar o pleno desenvolvimento da nação brasileira.

Cabe mencionar, em primeiro lugar, as mensagens errôneas como uma das principais ameaças à saúde pública, em razão da ressurgência e a disseminação de males. Conforme o site de notícias UOL, os profissionais da área da saúde afirmam que têm notado uma crescente desinformação unida a perpetuação de mentiras, e alertam sobre os reflexos disso no meio coletivo, como a volta do sarampo. Com isso, as informações deturpadas são dissipadas em larga escala no meio virtual e, infelizmente, a negligência do Estado em minimizar esse fluxo de ignorância representa uma decadência de administração. Logo, é indubitável que essa execrável realidade deve ser estagnada, a fim de evitar a evolução de novas patologias e o colapso social.

Cabe mencionar, em segundo lugar, a constante manipulação proporcionada pela ausência de  posicionamento e parecer na plataforma digital por grande parte dos cidadãos. Segundo o ilustre filósofo Friedrich Nietzsche, não existem fatos, apenas interpretações. Dessa maneira, é possível afirmar que há ausência de uma cultura de criticidade, concomitantemente com a banalização do jornalismo, muitas vezes sensacionalista e, também, a internalização da pós-verdade. Portanto, esse fator lastimável corrobora tanto para uma maior alienação da massa de manobra quanto para perigos como o envolvimento nas artimanhas de bandidos virtuais e o aumento da automedicação.

Em síntese, a emergência em impugnar os conflitos supracitados requer prioridades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, com fins de impedir a ampliação do compartilhamento de falsa informação. Urge desenvolver um mecanismo de filtragem e exclusão de textos falsos e virais, como os softwares programados para tarefas específicas, por meio de aplicativos como Instagram, Whatsapp e Facebook. Outrossim, as Organizações Não Governamentais, como, por exemplo, a Social Good Brasil, deverá palestrar em praças públicas ou shoppings sobre a importância de procurar por noticiários confiáveis de renome, com o objetivo de impossibilitar o alienamento dos brasileiros, obter prudência e evitar regredir para cenários de desinformação, de modo igual à Revolta do século passado.