Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 10/06/2021

De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, em seu artigo 5º, está previsto a livre manifestação do pensamento, mas é vedado o anonimato. Todavia, essa realidade se mostra um pouco ameaçada no contexto brasileiro. Bem como, os compartilhamentos mentirosos e os boatos da internet vêm contribuindo para que esse direito seja cada dia mais limitado. No entanto, a falta de um plano de inclusão digital que atenda as camadas mais necessitadas e uma precariedade nos investimentos, por parte do governo, em uma educação básica de qualidade, contribuem como fator preponderante para o agravamento desse problema.

Em um primeiro momento, é necessário ressaltar a frase do gênio da informática, Steves Jobs, " A tecnologia move o mundo". De fato, isso é verdade, entretanto, a falta de um cronograma que incluísse digitalmente, principalmente a faixa etária após os 40 anos, “em partes limitou”, em 15 de março de 2015, no Brasil, a maior revolução já organizada através de compartilhamentos de “correntes de informações” por meio de redes sociais já vista no país. Tal feito, levou para as ruas mais de 2 milhões de pessoas que protestavam contra os políticos daquela época. Ademais, esse feito histórico poderia ter sido bem maior se o governo realmente tivesse uma política de investimento séria na educação.

Outrossim, uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), em parceria com o Ministério da Educação, no ano de 2017, demonstrou que apenas 43% dos jovens formados no ensino médio demonstram um domínio do uso da internet para a captação de noticiários informativos concretos. Ainda por cima, o mau investimento em uma educação básica no país tende a piorar ao ser observado, que para os anos de 2021, o corte de 10% do repasse de verbas do governo federal para a educação será implantado, e com isso, a esperança do brasileiro é colocada à prova.

Logo, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para que a falta de investimentos na educação básica e a precariedade na inclusão digital possam ser minimizados para que temas como o mau compartilhamento de informações não seja uma realidade. Portanto, o Ministério da Educação deve promover campanhas, desde as primeiras séries, de inclusão digital, tanto dos alunos quantos dos pais, e isso deve ser feito por meio de construções de laboratórios e parcerias com centros educacionais no intuito de oferecer bolsas para os que se destacarem. Dessa maneira, será possível atingir a finalidade de ofertar uma educação de qualidade tanto teórica quanto digital, desde a infância, pois construindo uma base sólida dos jovens, futuro do país, as chances de virar esse cenário torna-se real. Atrelado a isso, o Ministério Público tem o dever de fiscalizar o emprego de verba pública e ajudar a proporcionar um Brasil melhor para todos.