Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 26/06/2021

“A única coisa que podemos ter certeza, é a incerteza”. A frase do Sociólogo Sigmund Bauman, correlacionada com a realidade atual, se mostra verídica, pois há grande propagação de falsas notícias e informações, e os seus principais meios de utilizados para a transmissão das “Fake News”, são as redes sociais. Tendo isso em vista, fica claro que, a não compreensão da diferença entre liberdade de expressão, juntamente com a falta de punição por parte do Estado, são as principais causas do problema apresentado, sendo necessário a tomada de medidas para a sua total resolução.

Primeiramente, é necessário frisar que, Carta magna de 1988 garante o direito à liberdade de expressão à todo cidadão brasileiro, porém há uma linha tênue entre o que pode ou não ser veiculado. Assim como uma sociedade possui regulamentações, os direitos a liberdade de expressão também possui limitações. A partir do momento em que a informação falsa causa prejuízo, o direito de liberdade de expressão foi utilizado de maneira indevida.

Além disso, a escassez de punições para quem transmite as “Fake News”, faz com que saiam impunes e continuem com esse tipo de prática. O ato não é oficialmente ilegal, logo, se torna praticamente impossível a detenção dos que propagam as informações. Isso ocorre, principalmente, devido a falta de leis que tenham como objetivo, exclusivamente, erradicar a propagação de boatos e  notícias falsas.

Logo, a partir dos fatos apresentados, fica claro a necessidade da tomada de medidas para extinguir a propagação falsa de notícias. Cabe ao Governo Federal, juntamente com o poder legislativo brasileiro, criarem leis, a partir de votação na Câmara dos Deputados e Câmara dos Senadores, com o objetivo de punir aqueles que propagam “Fake News” com o intuito de causar prejuízos. Ademais, se faz necessário a criação de campanhas, por parte do Governo Federal, aliado com as desenvolvedoras das redes sociais, a partir de propagandas no “feed” dos usuários, que os incentive a questionar as notícias e verificar a sua veracidade, não sendo vítimas das informações falsas, e evitando o compartilhamento delas. Desta maneira será possível a quase completa erradicação das “Fake News”.