Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 16/08/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 23°, o direito a tecnologia como inerente a todo cidadão brasileiro. Nessa óptica, o Estado enfrenta dois grandes desafios no que diz respeito a compartilhamentos de mentiras e boatos na internet, isto é, a falta de informação que, consequentemente gera constrangimentos, injúria e difamação. Portanto, é necessário discutir os principais aspectos referentes à problemática e buscar medidas para solucioná-la.
Primeiramente, é pertinente elencar que a Era Digital do século XXI permitiu que a maioria das pessoas do mundo inteiro tivessem acesso a internet. Devido a isso, inúmeras mentiras começaram a ser compartilhadas, tal fator ocasionou a infestação da rede com argumentos falsos. Dessa forma, o mal uso dessas ferramentas e a falta de informação produz efeitos negativos para o âmbito social.
Ademais, esse rápido compartilhamento de mensagens falsas pode gerar danos a pessoas e até mesmo empresas, como difamação, injúria e constrangimento. Segundo dados divulgados pelo estudo realizado pela MindMiners (empresa de tecnologia especializada em soluções digitais de pesquisa), apontam que 49% dos entrevistados confirmaram que nem sempre sabem identificar o que é falso ou verdadeiro, e 33% já compartilharam “fake news”. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater essa problemática. Para isso, é imprescindível que a mídia elabore campanhas de alerta por meio de panfletos, posts e noticiários com o intuito de instruir a população de como se proteger das mentiras virtuais. Com isso, minimizará o alcance dessas notícias falsas e enganosas, tornando-as mais inacessíveis aos indivíduos.