Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 26/09/2021

A obra cinematográfica O contágio mostra em seu enredo que a propagação tanto de um vírus quanto de notícias falsas podem ser perigosas e contribuem para o agravamento de uma doença, levando muitos indivíduos à morte. Analogamente, com o advento da tecnologia, houve uma intensificação da propagação de falácias dentro da internet. Tal situação se trata de um risco, pois contribui com a desinformação e pode gerar questões sérias, como conflitos, crimes e o alarmismo.

Em primeiro plano, o compartilhamento de mentiras e boatos na internet gera um aumento no número de indivíduos desinformados e ignorantes. Nesse contexto, cabe citar Charles Darwin, pois ele afirmou que a ignorância gera frequentemente mais confiança que o conhecimento. Diante disso, compreende-se que com as redes sociais, as pessoas passaram a julgar com menos eficiência as informações que recebem em seus dispositivos. Trata-se de um exemplo as “Correntes do Whatsapp”, conhecidas por trazerem informações exageradas e destoantes da realidade, mas alcançam uma grande parcela de usuários da rede. Dessa forma, o exposto por Darwin faz sentido, porque são tais notícias falsas que conseguem ser disseminadas na população e consideradas verdadeiras.

Em segundo plano, as notícias falsas são um risco, pois podem ser fundamentais para que ocorram conflitos e crimes. Nesse sentido, a Organização Mundial da Saúde, durante a pandemia do Covid-19, criou o termo “infodemia” para se referir a epidemia de notícias falsas existentes no período e ainda caracterizou esse problema como tão sério quanto o vírus. Através do exposto, nota-se o impacto mundial que a mentiras contadas nas redes sociais podem trazer para a população. Nesse relatório da OMS foi afirmado que tais falsas informações contribuíram para o aumento do pânico coletivo e incentivaram o uso de medicamentos e procedimentos sem evidência médica.

Evidencia-se, portanto, que os riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet gera desinformação e conflitos dentro da sociedade. Logo, é dever do Estado, uma vez que essa é uma problemática que envolve todos os setores de um país, buscar formas que ajudem as informações mais fidedignas cheguem a um maior número de indivíduos, podendo, por exemplo, nas escolas, iniciar um processo que vise melhorar a interpretação e análise de dados. Tais medidas poderão ser feitas por  instituições responsáveis, objetivando a construção de um público melhor informado. Desse modo, diferente do filme Contágio, a sociedade brasileira irá combater a infodemia.