Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 27/09/2021

A globalização, fenômeno iniciado com as Grandes Navegações -segundo estudiosos-, é um acontecimento que promove a maior interdependência entre as nações e a melhoria dos meios de transporte e de comunicação, por exemplo. Prova disso é que, por meio desse processo, a propagação de informações, sendo essas verdadeiras ou não, está aumentando continuamente, realidade carente de maiores precauções. Dessa forma, a consolidação de uma sociedade alienada e a maior dificuldade de reversibilidade do problema são os principais riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet.

Em primeiro plano, deve-se entender como a propagação de notícias falsas na internet é um perigo para a alienação da sociedade. Nesse contexto, o documentário “Privacidade Hackeada” retrata como empresas se apropriaram dos dados das pessoas e influenciaram o comportamento delas, o que contribuiu para uma manipulação dos votos nas eleições dos Estados Unidos de 2016. De maneira semelhante ao exposto, infere-se que as mensagens veiculadas na internet, principalmente as mentiras e os boatos, podem exercer uma influência negativa nos indivíduos, visto que a população tende a acreditar nos modelos de notícias tradicionais e não as apuram antes de dar credibilidade a elas e de compartilhá-las. Desse modo, tem-se a concretização de brasileiros facilmente manipuláveis ​​e alienáveis ​​ao que os grandes veículos de informação querem disseminar.

Em segundo plano, é fundamental perceber como a problemática é um risco para a tentativa de mudança de cenário. Nesse sentido, para o estabelecimento de uma sociedade harmônica, cada parte dela precisa estar saudável de acordo com o organicismo do sociólogo Durkheim. Sob esse viés, entende-se que o aumento do compartilhamento de informações falsas e de rumores constituem-se como uma patologia e, da mesma forma que em um organismo vivo, quanto mais uma doença demora para ser tratada, mais grave ela fica, resultando na consolidação do estorvo. Assim, enquanto as pessoas não compreenderem verdadeiramente os males dessa propagação descuidada- principalmente para si mesmas, visto que estão contribuindo para a própria alienação e manipulação-, a dificuldade de reversibilidade do problema aumentará.

Portanto, esses riscos devem ser devidamente conhecidos para a atenuação do estorvo. Logo, é dever do Governo promover a intensificação de campanhas contra o compartilhamento de notícias falsas, por meio dos principais meios de acesso a informação, como as redes sociais e as propagandas televisivas, com o objetivo de incentivar cidadãos mais conscientes. Outrossim, também é obrigação do Poder Público estabelecer políticas mais eficientes com a finalidade de reverter o atual cenário. Dessa maneira, a globalização poderá ser a melhor vivenciada pela população mundial.