Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 28/09/2021

Durante o período literário naturalista, percebido, também, no livro “O cortiço”, de Aluísio de Azevedo, difundiu-se a ideia de que o ser humano é produto do meio onde vive. De forma parecida com essa teoria, na sociedade contemporânea, tem-se os riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet, sendo esses problemas perpetuados com base na negligência pessoal e na desinformação acerca desse problema. Desse modo, isso comprova a necessidade urgente de discussões e resoluções da temática.

A princípio, vale destacar que muitos indivíduos negligenciam a ciência de veracidade de notícias. Sob esse viés, de acordo com os lemas iluministas, ascendidos durante a Revolução Francesa, o homem deveria ter acesso à liberdade, igualdade e fraternidade. Divergentemente, percebe-se um aumento do vício nas mídias sociais aprisionando muitas pessoas, perpetuando um ciclo de imediatismo trazido pela globalização, assim como uma maior praticidade em se criar fake news e compartilhá-las, pois, também, essas atitudes põem em risco a saúde mental de diversos internautas os quais acreditam nas mais diversas farsas. Assim, embora a internet facilite a vida das pessoas, faz-se importante existir mudança nesses cenários de manipulações informacionais.

Ademais, é crucial ressaltar os problemas gerados pela desinformação. Nesse contexto, segundo o sociólogo Émile Durkheim, o senso dos indivíduos é desenvolvido por meio da educação. Semelhantemente, como não se percebe valorizado o ensino tecnológico, a população pouco reflete no momento da leitura de notícias digitais, ou mesmo, não leem até o final delas, compartilhando inverdades para diversos grupos. Além disso, a necessidade do uso da internet cresce exponencialmente com o avanço das sociedades, e, assim, é de suma importância saber a melhor maneira de manuseá-la. Desse modo, é essencial haver intervenções educacionais do Estado para diminuir esse desconhecimento.

Tendo em vista, nesse panorama, a causa muito relevante de pouca abordagem desse tema, torna-se fundamental que seja mitigado. É mister, portanto, que o Ministério da Educação (MEC), através das escolas de todo o país, as quais são responsáveis por promover a cultura de criticidade, reformule a grade curricular dos alunos por meio da adição da matéria Tecnologia para que as pessoas, desde cedo, aprendam sobre isso e possam disseminar conhecimentos e os cuidados que se precisa ter com a internet e as notícias falsas. Logo, assim como o meio vivente influencia os valores pessoais, menos indivíduos poderão acreditar em fake news e compartilhá-las por intermédio de caminhos educacionais.