Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 28/09/2021
Contrariamente à Revolução Francesa, que reivindicou direitos igualitários a toda a população, inclusive o direito de se expressar, o Brasil hodierno vive uma época de constante proliferação de mentiras e boatos na internet, impasses para a livre expressão e proliferação de ideias nas redes sociais, apontando, assim, empecilhos no grupal relacionados a esse cenário. Nesse âmbito, a falta de um diálogo, além da violência virtual são complicações oriundas dessa problemática. Desse modo, é evidente a importância da análise dessa temática, visando construir uma sociedade com maior liberdade de manifestar seus pensamentos. Em primeiro plano, segundo o sociólogo Émile Durkheim, um agrupamento ausente de regras claras apresenta-se em estado de anomia social, caos. Nesse sentido, relaciona-se tal pensamento à constante motivação da ausência de diálogo, decorrido da problemática do cancelamento, uma vez que o pouco estímulo, por parte do Estado, a inserir o ensino de debates de forma respeitosa e sem intimidação permite o incentivo a agressões on-line um detrimento de um debate de ideias e conhecimento social, observando-se, portanto a desordem grupal. Por conseguinte, impede-se a liberdade de expressão e livre manifestação de pensamento, direito inalienável instituído pela Carta Magna, sendo primordial, logo, reverter esse impasse.
Em segunda análise, em uma concepção Machadiana, a falta de ações virtuosas é uma característica inerente ao homem. Apoiado nisso, esse ideário fica claro no âmbito da violência em redes sociais ocasionado por conta do linchamento virtual e cultura do cancelamento, ação on-line de possível “exclusão” de um ser devido a opiniões incompatíveis, pois há alta tendência a agressões simbólicas, que desestimam o sujeito e afetam o emocional desse, expressando, dessa modo, a falta de empatia na sociedade. Ademais, a inobservância de uma eficiente fiscalização a tais atos de violência colabora para a inércia dessa problemática e possibilita casos de depressão mediante a propagação de ódio. Dessa maneira, é necessário mitigar essa dificuldade.
Por fim, percebe-se a importância de diminuir tais consequências advindas da proliferação de tais ideais, para a estabilidade e união da nação. Portanto, o Governo Federal, responsável pela ordem social, pode impedir os casos de violência virtual, por meio de ações fiscalizadoras quanto a mensagens de propagação de ódio no meio on-line, a partir da ajuda do Ministério Público, objetivando a empatia no coletivo. Ademais, o mesmo agente, por intermédio do Ministério da Educação, que incentiva o adequado ensino nacional, deve estimular o ensino de eficientes debates públicos, através da elaboração desses nas instituições de ensino, a fim de impedir a ausência de liberdade de expressão e permitir a disseminação dos ideais da Revolução Francesa.