Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 11/03/2022
Globalização de mentiras
Atualmente, as notícias falsas (fake news) e os boatos sobre todos os assuntos têm se tornado comuns, principalmente nas redes sociais. Desde que há comunicação, há pessoas que ganham satisfação pessoal ou dinheiro espalhando mentiras. É interessante pensar que há alguns anos atrás, isso se dava pelo boca-a-boca; mas desde a revolução digital, não somente o meio de propagação mudou, como também a quantidade dessas notícias espalhadas.
A globalização da tecnologia trouxe muitos benefícios em questão de rapidez, acesso e disponibilidade de informações, e exatamente por isso também ela é o maior difusor de fake news. E o mau uso desses recursos , causa consequências sérias, como por exemplo as mentiras sobre a cloroquina combater o Covid-19 ou a vacina alterar nosso DNA, o que fez inúmeras pessoas colocarem suas vidas e as dos outros em grande risco. Muitas pessoas além de não pesquisarem, acabam compartilhando por acreditarem, em geral nas redes sociais e nos grupos de amigos ou familiares.
Com tantas ferramentas disponíveis oferecidas pela internet, certificar-se de que o que é lido é verdadeiro torna-se obrigação de todos. Existem sites e aplicativos para consultar e comparar se a notícia foi manipulada ou fabricada, como Lupa e Fato ou Fake, os mais usados. Outras ações como ler a notícia ou mensagem toda, desconfiar de títulos chamativos e buscar informações em fontes confiáveis ajudariam na redução de propagação de fake news.
O governo também tem o dever de divulgar essas informações para a população, para tornar-se de conhecimento público, como com campanhas. Se criadas novos tipos de checagens de conteúdo recebido e compartilhado nas redes, também controlaria o fluxo de notícias falsas circulando. Assim, um ambiente digital mais confiável e comprometido com a verdade seria feito, e não acreditaria-se mais em tudo o que é visto na internet.