Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 19/03/2022

Boatos e Fake News: grandes problemas da sociedade digital

Nos dias atuais e cada vez mais digitais, a prática da mentira bifurcou-se em dois sentidos básicos: os falsos boatos e as “fake news”. De um lado, há o compartilhamento de informações não verificadas que circulam como verdadeiras; do outro, a disseminação de textos noticiosos inverídicos produzidos com fins políticos. Por isso, faz-se necessário, às instituições e aos próprios cidadãos, refrear fortemente tal corrente de informações falsas, pois, além de gerar calúnia, difamação e outros problemas sociais, ela engendra um ambiente digital cada vez mais abusivo, onde as informações reais perdem sua importância legítima.

A priori, é importante ressaltar os malefícios do compartilhamento de informações falsas. Assim como ocorreu nas disputas eleitorais americanas em 2020, nas quais supostos grupos republicanos difamaram a ex-primeira dama Michelle Obama, insinuando que esta seria um homem, nota-se que as tais “fake news” atuam desde o angariar de votos a favor de certo grupo político até, por exemplo, disputas comerciais e conflitos sociais internos, característicos da polaridade política em certo país.

Ademais, o complexo de notícias inverídicas presente na internet contribui com a consolidação de um ambiente nocivo, onde as pessoas buscam informações mais precisas e menos ideológicas, mas não concluem tal busca, já que os meios virtuais ficam tomados por histeria e ideologias polarizantes. Um exemplo disso remonta ao período de pandemia pela covid-19: no Brasil, segundo o instituto Avaaz, 110 milhões de pessoas acreditam em ao menos uma fake news sobre o coronavírus.

Pode-se concluir, portanto, que tanto os boatos quanto as “fake news” são extremamente nocivos às pessoas e ao ambiente virtual. Desse modo, caberia ao governo federal, em conluio com setores privados, destinar verbas para a realização de campanhas de combate às fake news, que seriam divulgadas em ruas, praças, centros públicos e na própria internet através de páginas oficiais do governo e também de perfis das governanças estaduais. Com isso, seria garantido um maior bem-estar na sociedade brasileira, com mais informação de qualidade.