Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 15/03/2022
Pasquinadas no século XXI
“Anekdota”, essa foi o primeiro noticiário falso conhecido na história, difundido por Procópio no século VI d.C., foi motivo pela ruína de diversos imperadores, dentre eles do imperador Justiniano do Império Bizantino; fato análogo ao que ocorreu nas eleições de 2016 nos Estados Unidos. Nesse sentido, percebemos que as “fake news” não são exclusividades do século XXI, porém, hoje causam tanta destruição quanto no passado, a novidade é que os meios de propagação mudaram.
Inicialmente, é indubitável como as informações avançam rapidamente hoje em dia. O advento da ‘internet’, a popularização de celulares e computadores concretizaram da era digital a era da desinformação. As redes sociais, grandes responsáveis por essas informações desencontradas (?hoax?), espalham notícias que em questão de segundos viralizam entre milhares de pessoas que acreditam fielmente naquilo sem no mínimo ter consultado a fonte. O resultado são informações desencontradas que geram danos irreparáveis.
Nessa perspectiva, Zygmunt Bauman compara a ‘internet’ a um campo de batalha, onde as pessoas assumem a posição de “soldados? e “canhões”. O campo de batalha desse século não nos coloca cara a cara com o “inimigo”, mas nos permite levar a morte de quem quer que seja utilizando apenas palavras. Inúmeros são os casos de pessoas mortas após terem sido vítimas de mentiras na “web”. A destruição se estende a separação de famílias, processos judiciais, falências, brigas, eleições para presidente e atinge até nações inteiras, como o caso da saída da Grã-Bretanha da União Europeia.
Por fim, concluímos que as “pasquinadas? Hoje são apelidadas de “hoax? e que nem tudo que está na ‘internet’ é verdade. Por isso, a sociedade tem a obrigação de consultar a veracidade das notícias antes de compartilhar. Por outro lado, nunca poderíamos pensar em censura como a solução desse problema, logo, a mídia deve ter mais cautela ao escolher suas fontes, jamais dizer algo sem consultar ao autor e contar os dois lados da história. Parece óbvio, mas a premissa de fazer tudo pela audiência, nos últimos tempos, transgride as regras básicas do jornalismo.