Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 17/03/2022

Na obra expressionista “O Grito”, de Edvard Munch, o autor demonstra sua agonia e sofrimento da época através da mistura de tons de quentes e frios. De forma semelhante, os riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet trazem mazelas que impactam com os mesmos sentimentos impressos pelo pintor em seu famoso quadro naqueles afligidos pelo problema. Com tal efeito, é preciso analisar o cenário para se entender o panorama da situação.

Primeiramente, vale destacar como o espalhamento de fatos inverídicos podem acabar acarretando na destruição de reputação de indivíduos inocentes, levando prejuízos incalculáveis a eles. Neste sentido, durante as eleições presidenciáveis de 2018, o candidato Fernando Haddad teve seu nome vinculado a diversos projetos de lei absurdos na qual nada era relacionado a ele como “o kit gay”, objetivando apenas desprestigiar seu nome perante os seus concorrentes. Portanto, se o filósofo Thomas Hobbes vivesse nos dias atuais, sua famosa frase “o homem é o lobo do homem” seria alterada para “os boatos e mentiras são o lobo do homem”.

Além disso, é preciso mencionar que a Constituição Federal garante liberdade de expressão, contudo, sem o devido conhecimento necessário para verificar inverdades, o espalhamento de boatos se torna inevitável no ambiente digital. Sobre isso, segundo noticiado pelo G1, em 2014, uma mulher acabou sendo morta devido ao compartilhamento de uma falácia na qual afirmava que ela seria praticante de magia negra e, por conta disso, ela acabou sendo linchada e morta. Logo, ao se deparar com uma notícia, é necessário agir com prudência e moderação diante dela, assim como regia a ética aristotélica, para que, dessa forma, seja pesquisada sua veracidade.

Urgem, portanto, medidas para resolver a problemática. Isto posto, o Governo Federal deve financiar, através de multas ambientas atrasadas, a criação de órgãos específicos integrados com jornalistas especialistas em “fact checking” e membros das polícias federais e estaduais para identificação dos produtores de notícias falaciosas e com qual objetivo os fazem. Isto posto, a ação proposta tem como objetivo coibir a propagação de boatos e mentiras na internet, principalmente com metas obscuras, para que essa prática seja reprimida e extinguida.