Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 22/04/2022

A Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, propõe que um corpo tende a permanecer em repouso quando não possui uma força atuando sobre ele. De maneira análoga, tem-se o perturbador índice de compartilhamentos de notícias falsas na internet que permanecem inertes, já que muitas pessoas desconhcem os riscos. Ademais, a persistência dessa mazela deve-se à banalização da falta de empatia e ao descaso governamental.

Segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, a banalidade do mal ocorre quando o indivíduo negligencia um determinado problema social. Paralelo a isso, é perceptível o desprezo da ausência de empatia, principalmente com os mais vulneráveis socialmente, tendo em vista a manipulação e a alienação dessa parcela. Sendo isso, resultado do compartilhamento de informações não verídicas. Nesse sentido, soma-se o conceito de Arendt ao de Newton, pois ambos contribuem para o explicar da perpetuação desse mal.

Além disso, a Constituição Federal de 1988 assegura o direito de acesso à educação a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, muitas pessoas ainda sofrem por não gozarem desse direito, em virtude do grande descaso governamental. Com isso, grande parte deles são constantemente influenciados pelos boatos espalhados pela sociedade de massa.

Logo, cabe ao governo instituir um comitê gestor—formado por um representante de cada área—, por exemplo, MEC e mídias (televisivas, cibernéticas e impressas). Essa ação se dará por meio de um plano de combate, em que haverá maior direcionamento de verbas e campanhas informativas sobre a evidência das falsas notícias na internet. Isso será feito a fim de remediar a falta de empatia e, também, o descaso governamental. Desse modo, ausentando a inércia da realidade brasileira.