Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 30/08/2022

Em 2018, a realização de debates e anúncios eleitorais tomou o Brasil com a busca por um Presidente ideal. Nesse movimento, a internet foi norteadora da eleição projetando, assim, um importante papel na eleição na propagação de informações acerca dos candidatos. Com isso, o risco de compartilhamento de mentiras e boatos na internet foi extremamente ampliado e discutido. Analogamente a esse cenário, hoje, o mundo se encontra refém de uma dicotomia entre o que é verdade na internet. Sob esse viés, é imprescindível compreender as origens desse cenário e de que modo eles reverberam no Brasil.

Em primeira análise, é válido destacar a importancia da internet na história, dando ênfase nas manifestações em 2009 contra as invasões estadunidenses no Iraque. Nessa senda, é possível mencionar o teórico da comunicação, Marshall Mcluhan, que diz: a mídia não é apenas um canal passivo para o tráfico de informação, ela fornece a matéria, mas também molda o processo de pensamento. Sob essa ótica, as manifestações provocadas pela população oprimiram, dentro das redes sociais, influenciando as atitudes governamentais e, assim, diminuiram os impactos da guerra. Logo, é evidênte a importância das redes sociais no compartilhamento de informações dentro da sociedade.

Nota-se, ainda, que a livre circulação de mentiras e boatos na internet pode provocar posições de conflitos entre países e seus representantes. Atualmente, tal situação já aconteceu na Ucrânia, quando, por meio da internet, foi acusada injustamente por homicídio doloso do exército durante o conflito com a Rússia. Logo, diante desse cenário, é claro uma situação delicada, no que cerne os riscos de compartilhar mentiras na internet, nesse contexto de vidro, onde, por meio de palavras, podem provocar literalmente mortes.

Em síntese, a teoria de Marshall é completamente válida nos dias de hoje e precisa ser cultivada para que haja uma política pública cuidadora da internet. Para isso, é frucal que o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Comunicação, estimule ações estratégicas para ampliar a fiscalização e o comprovamento desses boatos. Tal ação ocorrerá por meio de um projeto,

por intermédio da tecnologia e das redes sociais, aplicados pelos profissionais na área da Ciência da

computação, a fim de criar um logarítmo investigador dessas inverdades grosseiras, e assim, não

impactar o dia a dia da Internet e em publicações brandas