Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 24/08/2022

A Constituição brasileira de 1988 assegura ao cidadão brasileiro a segurança. No entanto, ao analisar o cenário brasileiro, em que parte da população que tem acesso a internet, não tem devida instrução para reconhecer o crime, a escassez de educação e a crença na falta de impunidade, faz com que pessoas inocentes disseminem o crime. Diante disso, é necessário que ações governamentais sejam aplicadas para resolver o impasse.

Nesse contexto, é importante ressaltar que segundo os filósofos D’alembert e Diderot, “a democratização da educação é fundamental para o combate da alienação do cidadão”. Nessa perspectiva, a escassez de ensino de forma qualitativa prejudica o cidadão no seu cotidiano, principalmente nas mídias sociais, em que o crime de fake news é difundido e compartilhado, muitas vezes por pessoas inocentes. Isso ocorre pois, de acordo com o IBGE, 29% dos cidadãos brasileiros são analfabetos funcionais, ou seja, não interpretam corretamente o que lêem.

Além disso, é necessário destacar que as eleições de 2018, em que o crime de mentiras virtuais foram altamente compartilhados, são um exemplo de que apesar de ser crime, muitas pessoas não sabem como reconhecer o fato de opinião. Isso pode ser exemplificado na pesquisa do Buzzfeed, em que 83% dos entrevistados não sabiam reconhecer o crime, no Facebook. Por consequência, o ambiente virtual torna-se um local inseguro para os usuários e confortável para os criminosos, uma vez que em anônimato, acreditam na falta de impunidade.

Dado o exposto, é de extrema importância que medidas sejam tomadas para resolução da problemática. Portanto, o governo federal, por meio do Ministério da Segurança e Justiça, deve fazer palestras em locais públicos, com o auxílio de profissionais da segurança, além de conscientizar a população em meios de comunicação sobre as fake news, como evitar e denunciar, no intuito de erradicar o crime. Sendo assim, o cidadão brasilero estará de fato seguro.