Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 07/03/2023

A informação trazida em diferentes meios sempre foi algo essencial na vida do homem ao longo dos séculos acompanhando e se transformando junto da sociedade. Prova disso foi Gutenberg o inventor da imprensa e depois de cinco séculos o jornal antes impresso publicado na versão digital em 1995.

Consequentemente com o avanço das tecnologias, a informação foi se adaptando a esses novos meios de difusão, não ficando restrito ao rádio e a televisão, mas ganhando um novo meio de propagação pelo uso da sociedade das tecnologia da informação e comunicação (Tics). A partir do uso das redes sociais o homem comum defrontra-se com informações a todo instante sejam verdadeiras ou falsas, de tal forma que aos usuários as redes sociais propiciam a experiência da autonomia e anonimato onde os princípios morais vão sendo flexibilizados.

Facebook, telegram e whatsapp são redes sociais mais acessadas do mundo, convenhamos, que são redes que integram as pesssoas servindo para compartilhar ideias, opiniões e notícias, mostrando um instrumento poderoso que já foi usado até como arma para derrubar governos autoritários do mundo. Percebemos, portanto, que na mesma medida que é usada para a sociedade se engajar, também tem sua dupla face e pode ser usada para compartilhar mentiras e boatos que levam pessoas, sem a necessária reflexão, a acreditar no que se propaga por esse meio. Logo, a internet mostra a sua faceta perigosa quando usada para cometimento de crimes para sujar a reputação dos atores sociais. Hoje, a sociedade goza de uma liberdade de replicação de conteúdos muito mais em comparação quando do surgimento da imprensa, e por essa pluralidade de veículos de informações fica mais fácil criar ou acreditar em notícias falsas, quando na sociedade os aparelhos tecnólogicos são vendidos apenas com o manual de como manusear, sem pensar de que forma vai ser esse emprego.

Em suma, a educação precisa movimentar-se em direção ao encontro de práticas interdiciplinares, que reforcem a criticidade do aluno em relação a replicação de notícias falsas. Hoje,a BNCC tem habilidades que vão nesse sentido, assim está na mãos do MEC/SEDUC e sistemas municipais de educação em cooperação pautarem isso com os educadores em formação continuada.