Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 04/10/2023

A Constituição Federal, promulgada em 1988, foi esboçada com a finalidade de delinear direitos básicos para todos os cidadãos. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o aumento dos riscos de compartilhamento de mentiras e boatos na internet, dificultando deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Nesse contexto, deve-se analisar, como a negligência estatal e as redes sociais impulsionam tal problemática, com o intuito de solucioná-la.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a propagação de mentiras e boatos na internet. De acordo com filósofo John Locke, isso configura-se como violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir a segurança de notícias e informações para a população. Nesse sentido, é imperioso destacar, que o Estado criou leis para a segurança cibernética dos cidadãos, porem, na realidade, é presenciado uma má execução da lei para responsabilizar os individuos. Dessa forma, enquanto a máquina pública negligenciar suas responsabilidades, o problema persistirá.

Ademais, é fundamental apontar as redes sociais como impulsionador de “Fakenews”. Segundo o site de notícias Buzzfeed, pouco menos de 20% dos usuários do Facebook, possuem certeza das fontes das manchetes que leem. Diante de tal exposto, a probabilidade dos usuários compartilharem informações falsa e o fato dos perfis serem “abertos ao público” por padrão de criação do Facebook, tornando a rede social, o maior propagador de mentiras e boatos da atualidade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, órgão de maior importância no âmbito nacional, por meio de campanhas onlines, exponha os riscos de buscar em fontes não confiáveis. Tal ação deve ser feita por profissionais capacitados pelo Estado, a fim de construir uma sociedade protegida de falsas informações. Assim torna-se-á uma população que desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.