Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 27/03/2019

À questão do consumo de álcool e de outras drogas entre os adolescentes nunca foi dada a devida importância: no auge das escolas literárias românticas, era comum que jovens autores, como Lorde Byron, ingerissem etílicos em altíssimas quantidades. Já na escola simbolista, tornou-se um hábito o uso de drogas alucinógenas, frequentemente buscadas como forma de fugir da realidade, o que acarretava riscos como doenças ou até a morte. No Brasil contemporâneo, o problema ainda persiste, sendo cada vez mais comum entre os adolescentes.

São diversas as causas identificáveis da adversidade apresentada acima: entre elas está a pressão social, muitas vezes proveniente de amigos ou até mesmo da família do jovem, cuja permissividade pode agravar a problemática. Segundo o IBGE, 70% dos adolescentes entre 13 e 15 anos já ingeriram bebidas alcoólicas, fato que contrapõe a noção prevista pela Constituição brasileira de que a ingestão das mesmas só se torna legal a partir dos 18 anos de idade. É de suma importância ressaltar que o uso de outras drogas também vai contra a Constituição, além de ser uma prática altamente nociva ao crescimento e desenvolvimento dos jovens.

Não obstante, a proibição legal vem se mostrando cada vez menos capaz de proteger os adolescentes dos riscos do consumo de álcool e drogas: o cigarro, por exemplo, é comercializado para menores em cerca de 90% dos estabelecimentos, como já revelou uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer. Em adição, os jovens não são as únicas vítimas das consequências do consumo de tais substâncias - o envolvimento dos mesmos em acidentes de carro ou em atos violentos tende a aumentar consideravelmente quando os mesmos estão sob o efeito de drogas. Destarte, tendo em vista a célebre citação do filósofo francês Jean-Paul Sartre, “toda violência é uma derrota”, o problema exibido é um risco crescente e iminente não só aos jovens brasileiros, mas à sociedade como um todo.

Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. O Ministério da Educação deverá criar mais programas educacionais a exemplo do PROERD e garantir maior acessibilidade aos já existentes, assim garantindo a conscientização de crianças e adolescentes sobre as drogas e seus efeitos. Outra medida a ser tomada é o aumento da fiscalização em bares e outros estabelecimentos por parte dos órgãos municipais de todo o Brasil, assim mitigando os riscos e consequências do fumo e consumo de etílicos por menores. Por fim, poderá ser discutida a criação de uma emenda constitucional que condene mais severamente os pais e responsáveis pelo jovem, que passariam a evitar possíveis incentivos. Dessa forma, teremos uma sociedade mais justa e segura para todos os brasileiros.