Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 01/04/2019

O Brasil se configura como uma das dez maiores economias do mundo, entretanto, os índices sociais não têm acompanhado no mesmo ritmo esse desenvolvimento financeiro. Um exemplo que comprova essa realidade é o consumo de álcool e droga no contexto brasileiro pelos jovens. Nesse sentido, nota-se a questão a queda do padrão e da qualidade de vida dos indivíduos, grande parte causada por conta das mudanças estruturais na economia e falta de orientação família.

É importante ressaltar, em primeiro plano, de que forma a mudanças estruturais na economia prejudica o bem-estar dos cidadãos brasileiros. Isso acontece, em princípio, devido ao baixo senso crítico da população, descendente de uma educação tecnicista, na qual não há estímulo ao questionamento. Sob esse âmbito, por intermédio de um século em que as pessoas não conseguem ter mais tempo, devido ao mundo capitalista que apenas vê o homem como meio de aumentar o lucro, as empresas conseguem vender álcool para os jovens, por meio de propagandas, e propor vida saudáveis aos seus interesses, limitando, assim, o modo de alimentação dos cidadãos, gerando muitas vezes, problemas familiares. Segundo o Ministério da Saúde, 18,9% dos jovens acima de 18 anos nas capitais brasileiras é utilizam álcool ou droga.

Ademais, o excesso de ausência dos familiares se dá pela negligência  do poder governamental. Essa questão ocorre devido ao capitalismo, modelo econômico vigente desde o fim da Guerra Fria, 1991, o qual estimula o consumo em massa. Nesse âmbito, as empresas, aliadas aos interesses do capital, também propõem aos consumidores bebidas diversificados, chamando a atenção principalmente das dos jovens, por meio de tentativa de uma vida no conforto. Partindo desse pressuposto, esse cenário colabora com termo ilusão da “contemporaneidade” defendida pelo filósofo Sartre, já que os cidadãos acreditam estar escolhendo uma mercadoria diferenciada, mas, na verdade, trata-se de uma manipulação que visa a ampliar o consumo, em vez de melhorar a qualidade de vida da população.

Com o intuito de amenizar essa problemática, o Congresso Nacional deve formular leis que limitem esse assédio comercial realizado por empresas privadas, por meio de direitos e punições aos que descumprirem, a fim de acabar com essa imposição de bebidas alcoólicas industrializadas. As escolas, em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre esse tema tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por intermédio de palestrantes, com a participação de psicólogos e especialistas, que debatam acerca de como agir em relação aos ao consumo de álcool e drogas, com o objetivo de desenvolver, desde a infância, a capacidade de escolher o bem-estar. Feito isso, será possível a construção de uma população mais orientada pelo uso de álcool e drogas no Brasil.