Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 21/04/2019
“A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”, a célebre frase da filosofa judia Hannah Arendt evidencia a necessidade de mudança de postura no que tange ao consumo crescente de álcool, com o objetivo de reduzir os riscos causados por este ato. Tal situação pode ser melhorada se por parte dos órgãos competentes forem expostos os danos causados pelo consumo exagerado do álcool e por parte dos familiares o acompanhamento efetivo na vida de seus jovens. Com isso, é necessário parceria entre governo e sociedade para amortização da referida problemática.
Com a implantação da lei seca o número de mortos reduziu em 14%, de acordo com uma pesquisa feita pelo Sistema de Informação de Mortalidade, contudo, a situação ainda precisa ser melhorada, pois dados do Ministério da Saúde registraram mais de 32 mil casos de acidentes por álcool no trânsito. Nesse contexto, para que se evidencie uma melhora mais notória nesse quadro, é necessário a atuação por parte do Governo de expor os riscos do consumo de bebidas alcoólicas no trânsito, nas relações sociais, na saúde para que se tenha uma conscientização e redução desse crescente consumo. Dessa forma, alertar a população, principalmente jovem, sobre os efeitos e consequências negativas do uso de psicoativos é relevante para se melhorar tal situação.
A posteriori, o acompanhamento dos familiares na vida dos jovens é um importante tópico que pode fomentar a redução dos riscos do consumo de substância que agem sobre a mente. Essa conjuntura valida-se no fato de que, a pesquisa denominada “ratolândia”, feita pelo psicólogo Bruce Alexander revelou que a socialização é o caminho mais eficiente para o controle dos vícios e situações que levam a dependência. Assim, se um jovem tiver o acompanhamento e conselho dos pais sobre o consumo de psicoativos e lhe for exposto os danos que esse uso pode causar é capaz de se reduzir a ingestão de álcool por influencias de amigos, solidão e depressão.
Portanto, a exposição dos danos causados pelo consumo exagerado de substâncias que alterem o estado mental e o acompanhamento dos familiares, são importantes influenciadores para a melhora desse quadro. Para se amenizar ainda mais esse risco pelo consumo é relevante que o Estado, através de placas nas vias, propagandas e campanhas exponham as tragedias causadas pelo consumo de psicoativos de forma descontrolada , com a finalidade de conscientizar a população dos riscos desse ato; concomitantemente, os familiares devem reconhecer sua importância na vida dos jovens, e por meio da ajuda do Ministério da Educação com palestras nas escolas serem capacitados a educar e aconselhar seus adolescentes ao autocontrole, tendo o fito de reduzir o consumo de álcool e outras substancias entre estes. Pois assim, será mais fácil diminuir o aumento e risco do consumo de álcool.