Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/04/2019
Drogas, sendo lícitas ou não, são ou foram consumidas pela grande parcela da sociedade ao menos uma vez. Quando pensamos nos jovens, que estão em contato com isto cada vez mais cedo, a sensação de desconforto passa a preocupar a sociedade quando nota-se um aumento de consumo.
Em primeiro lugar, o contato do adolescente com o álcool pode acontecer na base familiar, pois, principalmente para os garotos, é comum o oferecimento do álcool. Por ser geralmente apenas um gole, os responsáveis acham que a ação não terá consequências, porém, isso pode vir a ser a porta de entrada do mesmo para o alcoolismo e posteriormente, para outras drogas.
Paralelo a isso, o efeito do consumo do álcool causa resultados negativos em curto e longo prazo. O álcool é a principal causa de mortes entre jovens, dentre elas, acidentes de trânsito, incidentes com armas, homicídio e suicídio – já que a bebida pode dar uma falsa sensação de coragem a quem a ingere – e não só isso, o uso precoce causa sequelas emocionais como déficit de memória, diminuição do rendimento escolar e depressão, afetando desse modo, a aprendizagem e a vida do cidadão.
Diante da problemática, convém que família, escola e governo estejam engajados. A família precisa se conscientizar que pressões, principalmente no período da adolescência, podem fazer o jovem ver o álcool e drogas como uma válvula de escape momentânea. Não só isso, fiscalizar seus filhos, pois é comum que eles deixem-se levar caso a maior parte do grupo em que convivem os pressionem para beber. O governo, por meio do Ministério da Saúde, deve, assim como conseguiu diminuir o consumo de cigarro, optar pela restrição de publicidade, sobretaxação do produto e desconstrução do glamour do mesmo. Desse modo, os jovens enxergarão que nenhum tipo de droga o trará benefícios e assim, crescerão adultos saudáveis e conscientes.