Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/05/2019
A aguardente era uma importante atividade complementar da economia colonial do Brasil. Na contemporaneidade, esse produto, além de outras drogas lícitas ou não, fazem parte do consumo brasileiro, mormento dos jovens, o que representa, assim, um desafio a ser enfrentado. Dessa forma, é necessário avaliar as causas desse cenário, que prejudicam a qualidade de vida, para, então combatê-las da sociedade.
De início, cabe salientar que a falta de conversação no meio familiar, com o objetivo de orientar os adolescentes, favorece o aumento do uso de álcool e outras substâncias entre eles. Segundo Platão, o método dialético era a melhor forma de obter conhecimento, na medida que ocorria interlocução entre as partes. Assim, a ausência de diálogo entre pais e filhos, sobre os riscos da bebida alcoólica e de outras drogas, como o cigarro e a maconha, contribui para o jovem - o qual tem a curiosidade de conhecer o mundo - não obter um esclarecimento seguro. Por conseguinte, há uma grande chance dele iniciar precocemente a utilização desses produtos, cujos efeitos ao longo prazo desse hábito são o desenvolvimento do vício e de doenças, como a cirrose e câncer de pulmão. Destarte, a menor conscientização social amplia a demanda por drogas lícitas e ilícitas entre os jovens de 15 e 18 anos.
É notório, ainda, que as empresas alcoólicas e tabagistas adaptaram-se para atingir novos consumidores. Sabe-se que o modelo capitalista vigente visa sempre ao lucro e o aumento da sua produtividade, através da supervalorização de seus produtos, o que cria um ilusório valor intrínseco para eles, analisador por Karl Marx como fetichismo de mercadoria. Sob essa lógica, essas indústrias direcionam suas novas mercadorias aos jovens, por exemplo cervejas e vodcas saborizadas, cigarros eletrônicos ou com sabor de menta, como essenciais para a diversão deles. Logo, o poder econômico dessas marcas facilita a introdução dessas substâncias na adolescência, o que ocasiona a conquista desse público muito cedo.
Fica claro, portanto, que o aumento do álcool e outras drogas na adolescência requer ações efetivas para ser solucionado. Nesse sentido, o Governo Federal deve criar ações públicas contra essa problemática, por meio do Poder Legislativo, com a disponibilização de verbas para campanhas publicitárias, veiculadas na internet, a fim de promover uma reflexão sobre os riscos desses produtos aos jovens. Além da promulgação, também, de uma lei mais rigorosa para estabelecimentos que venderem álcool e afins para menores de idade, com multas e até reclusão, e outra que proíba as empresas de comercializarem esses produtos direcionados aos adolescentes. Espera-se, com isso, garantir que esses indivíduos aproveitem de fato sua juventude.