Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 06/05/2019
O álcool tem sido tão importante durante as décadas que na Grécia Antiga era cultuado pela imagem do Deus do vinho, “Dionísio”. No entanto, apesar da sua fama, seu uso indevido por jovens brasileiros do período contemporâneo, tem colocado em risco a harmonia da sociedade brasileira. Assim, constata-se a inércia da situação, seja pela ação estatal, seja pela negligência dos responsáveis pelos adolescentes.
É indubitável que a ineficaz fiscalização do estado acresce o consumo de bebidas álcoolicas por menores de idade. Nesse contexto, apesar da venda ou fornecimento de álcool ser considero crime pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a dimensão do território brasileiro dificulta a fiscalização de todos os estabelecimentos. Dessa maneira, medidas alternativas em conjunto com os repsonsáveis devem ser tomadas para diminuir o consumo e a sua influência nos casos de alcoolismo.
Ademais, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir, dotada de coercitividade. Assim, a ação dos pais ou responsáveis de consumir álcool na frente dos jovens denota autorização para a reprodução do ato por parte dos mesmos, fato corroborado pela cultura brasileira de consumir bebidas em espaço público. Dessa forma, como retratado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ao afirmar que 70% dos pré-adolescentes já consumiram a substância, aponta para a existência de uma cultura de negligência por parte da parcela mais velha da população.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para minimizar a problemática supracitada. Destarte, é imprescindível a ação das prefeituras municipais na destinação de verbas voltadas para criar oficinas educativas nas cidades com palestras ministradas por psicólogos e que tratem da necessidade de haver diálogo entre jovens e adultos a respeito dos riscos do consumo de bebidas, em busca de solucionar a lacuna deixada pela fiscalização negligente e criar um vínculo de confiança entre as gerações. Com isso, a qualidade de vida jovens aumentará exponencialmente.