Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 17/05/2019
Segundo pesquisas, o consumo de álcool na fase da juventude aumenta bastante o risco de se beber em excesso durante a idade adulta. Os meios pelos quais os jovens adquirem acesso às drogas lícitas provém tanto da convivência familiar e de amizades quanto pela presença em festas e datas comemorativas, onde os índices de consumo são maiores.
O Guia Prático de Orientação sobre o impacto das bebidas alcoólicas para a saúde de jovens, lançado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), citou que 40% dos adolescentes brasileiros já experimentaram álcool pela primeira vez entre 12 a 13 anos. A maioria deles adquiriram o consumo pela convivência de familiares e amigos que já bebiam e incentivaram, mesmo tendo consciência dos malefícios.
Além disso, às vésperas de festas e feriados comemorativos como, por exemplo, o Carnaval, o alcoolismo entre os jovens de 12 a 19 anos aumenta na probabilidade do envolvimento em acidentes de trânsito, homicídios, suicídios e atividade sexual sem proteção. “A mortalidade nessa faixa etária está intimamente ligada ao consumo precoce do álcool”, relata a pediatra Luciana Silva, participante da autoria do guia.
É evidente, portanto, que o consumo precoce do álcool e outras drogas pelos jovens deve ser tratado como problema de saúde pública, no Brasil. Sendo assim, a restrição de ofertas de bebidas alcoólicas aos adolescentes na proibição de propagandas alusivas e no aumento da fiscalização da idade mínima para beber, além de investimentos em projetos escolares e hospitalares, onde profissionais instruídos se empenham em prestar esclarecimentos e caminhos de prevenção às dúvidas frequentes dos jovens e das suas famílias, está dentro da responsabilidade dos gestores públicos e de organizações governamentais como, por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS).