Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 17/05/2019

Os riscos do consumo de drogas lícitas e ilícitas entre os jovens pode-se resultar partindo do princípio que esse é um problema de saúde pública, cujo ocasiona em problemas econômicos. Ademais isso afeta estruturalmente as famílias e as vidas. Os vícios causados pelo consumo de álcool e outras drogas acabam afastando os jovens do mercado de trabalho, o que deteriora a economia do país, esse fato incluí, os custos que isso implica para o local, que precisa disponibilizar tratamento à essas pessoas. Em questões humanitárias, afirmam-se que esse aumento está causando constantes acidentes de trânsito, vícios, doenças e a morte de jovens.

O álcool carrega relevantes problemas sociais, causando prejuízo nas funções laborativas, além de gastos com emergências clínicas e psiquiátricas. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há uma perda de cerca de R$ 372 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil, em decorrência dos problemas relacionados ao álcool. Incluem-se, entre outros prejuízos para a economia, como, os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento de doenças e nas perdas da capacidade de trabalho em consequência dos acidentes de trânsito provocados por motoristas bêbados, desemprego e afastamento do trabalho custeado pela Previdência Social.

O Brasil, possuí hoje uma constante dificuldade em auxiliar essas pessoas, possuindo uma precária rede de tratamento psiquiátrico e profissionais pouco qualificados nestas áreas. Às dificuldades do tratamento para dependentes químicos em si, são intensificadas muitas vezes pela falta de apoio de famílias desarticuladas, soma-se um sistema público de saúde particularmente desaparelhado para tratar a dependência química e as doenças mentais. Parte da explicação se deve ao país estar atravessando uma fase de transição, pois de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil oferece 0,34% dos leitos que seriam necessários para sua população.

Cada vez mais concluímos que os governos juntamente com a sociedade em todo o mundo devem dar prioridades em desintoxicar, tratar e auxiliar os dependentes químicos a voltarem ao convívio social. Para que isso ocorra, devemos proteger os jovens e essa responsabilidade também deve ser compartilhada pelos pediatras, que podem orientar os pacientes não só com questões relacionadas à saúde, mas também à educação e ao comportamento. Recomenda-se que, durante as consultas, o profissional se mostre aberto às dúvidas e aos questionamentos dos jovens e a ouvir as demandas dos pacientes sem julgá-los. Para as famílias é necessário que os mesmos, evitem a exposição das crianças a bebidas podendo, orientar e conversar com os filhos sobre os riscos do consumo precoce.