Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 17/05/2019

Os moldes capitalistas empregados pela grande maioria dos países pode ser considerado como precursor do comércio de drogas ao redor do mundo. Sendo organizado como uma empresa o mercado de entorpecentes visa o lucro e não se importa com qualidade ou bem estar do consumidor. O meio econômico configurado facilita o acesso às diversas mercadorias para aquele que apresenta dinheiro, sendo esse o requisito principal. A falta de um controle eficaz do comércio ilícito acarreta no posse por menores.

O corpo de um ser humano está em fase de desenvolvimento até a idade de 21 anos, formando conceitos, personalidade e outros aspectos mutáveis através de experiências vividas e do meio em que se encontra. O consumo de drogas lícitas e ilícitas interfere nas questão não físicas, colocando o consumidor em grupos de risco a determinadas doenças, muitas vezes incuráveis e transmitidas das mais diversas formas. Em testes feitos na Holanda e Nova Zelândia foi comprovado que o uso de maconha durante a adolescência aumento aumenta em três vezes o risco de desenvolver uma doença psicótica na vida adulta. Sem falar das doenças sexuais que tem sua contaminação facilitada pela inconsciência de seus atos sob o uso de entorpecentes e das doenças pelo abuso do uso das substâncias - câncer, cirrose e etc.

Outro fator de risco do aumento do consumo de drogas é a dependência psicológica, referente a incapacidade de vivenciar sensações de prazer psicológico sem que uma substância estivesse presente e das alterações de comportamento implementadas pelo usuário a fim de garantir o suprimento constante da droga. Desde os primórdios da disseminação do hedonismo na Grécia antiga, a busca pelos prazeres vem sendo cada vez mais o principal objetivo da vida. Pesquisas mostram que o jovem tem uma grande vontade de se encaixar em grupos e ser feliz, o contato primário às drogas de todos os tipos é em sua maioria incentivado pela busca de felicidade, tendo em vista as angústias e pressões às quais estão submetidos os jovens da atualidade. Os medos de exclusão social e os padrões esperados pela sociedade são influenciadores nas dependências psicológicas.

Conclue-se que para uma melhor qualidade de vida adulta é imprescindível o não consumo de entorpecentes durante a adolescência - assim como no decorrer a vida. Para que o uso não ocorra, é dever do Ministério de Saúde e do Ministério de Segurança Pública garantir que as drogas não sejam comercializadas, não apenas em um país, mas sim em todos os países, levando à erradicação das drogas. È necessário o investimentos em programas como o Primeira Infância Melhor, que tem como intuito acompanhar as crianças sem estruturas familiares e garantir uma melhor qualidade de vida.