Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 17/05/2019
A adolescência é a fase da vida em que acontece o autoconhecimento. A curiosidade é despertada, os amigos já não são mais inocentes como eram na infância e a chance de receber influências ruins aumenta. Com tal faixa etária de idade, vem a propensão ao consumo de álcool e outras drogas tanto lícitas como ilícitas. Há diversos fatores que os façam ter vontade e realizem o ato de os experimentar, o que pode refletir consequências drásticas na vida desses indivíduos.
Motivos que podem levar os jovens a ingerir bebidas alcoólicas e fazer uso de outras substâncias legalizadas ou não são abrangentes, a exemplo: a necessidade de incluir-se em um grupo que todos realizem o uso, o desejo de descobrir novas sensações, hereditariedade, a influência da família (se tiver algum usuário), uma maneira de tentar esquecer problemas, etc.
Uma pesquisa que foi realizada no ano de 2016 pelo IBGE a alunos que estavam cursando o 9º ano do Ensino Fundamental, demonstra dados hórridos de que os adolescentes estão de uma forma decrescente em relação à idade a ter acesso e ingerir bebidas que contêm álcool e fazer uso de drogas não legalizadas: 55% dos entrevistados já experimentaram beberes com álcool e 0,5% revelaram ter consumido crack nos 30 dias que antecederam a pesquisa, o que são, em média, 13 mil pessoas. São dados alarmantes, pois quanto mais cedo começar o consumo de álcool e drogas, mais chances os mancebos têm a desenvolver problemas, por exemplo: virar etilistas e/ou dependentes químicos, apresentar dificuldade para compreensão, percepção, aprendizado e, consequentemente, queda no desempenho escolar, o que, caso não for resolvido a tempo, refletirá futuramente na área profissional, familiar e até mesmo conjugal.
São perceptíveis os danos que o consumo do álcool e de qualquer tipo de droga fazem no corpo e vida do ser humano, com destaque para os adolescentes, que em cuja fase da vida estão mais vulneráveis do que os adultos. É primordial que o alerta contra os malefícios dessas substâncias comece dentro de casa e se estabeleça na sociedade. Redes sociais, sites e canais de televisão devem fazer uso de sua influência para falar sobre a nocividade dos produtos. É necessário que as escolas preparem momentos para falar sobre o assunto e ajude aqueles que passam com dificuldades em relação ao uso. Ademais, a fiscalização da Lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas e cigarros a menores de 18 anos deve ser averiguada por agentes próprios de forma mais intensa e rigorosa e, caso necessário, a pena para o descumprimento da mesma ser mais expressiva. “O importante não é viver, mas viver bem.”, disse Platão. Deve haver preocupação, de uma forma geral, com que os efebos vivam livre de tais substâncias nocivas para a sua saúde e, assim, como Platão disse, viver bem.