Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 15/05/2019

Em meio a sociedade brasileira do século XXI, onde há um liberalismo exacerbado, é notável que existe o fácil acesso à drogas lícitas e ilícitas, o uso das substâncias citadas trás inúmeros riscos. Alguns dos riscos são: gastrites, úlceras, hepatites, anemias, hipertensão arterial, cirrose, entre outros. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 70% dos jovens de 13 a 15 anos já experimentaram bebidas alcoólicas, 10% já usaram substâncias ilícitas e quase 90% já tiveram contato com drogas lícitas e ilícitas, mesmo com a existência leis que proíbem a venda de drogas para menores de idade,  devido a fiscalização precária acerca dessas leis. Pode-se afirmar que a grande maioria das drogas trás riscos a saúde e a intensidade das consequências é proporcional a quantidade e a frequência do uso, ou seja, ao aumentar o consumo os riscos crescem em conjunto.

A lei 13.106/15, que criminaliza a venda de bebida alcoólica para crianças e adolescentes, tem como objetivo evitar o contato e uso do álcool ,presente em muitas bebidas, à menores de idade. Essa lei deveria funcionar e evitar o contato prévio de adolescentes com a bebida alcoólica, não obstante, sua fiscalização precária acaba tornando a lei pouco útil. Segundo a pesquisa do IBGE já citada, é perceptível o contato de jovens com a droga lícita, que, muitas vezes, desorientados e inconscientes dos riscos que o álcool causa, acabam experimentando e, até mesmo, se viciando em bebidas alcoólicas.

Indivíduos que consomem constantemente e em grande quantidade as bebidas alcoólicas estão seriamente vulneráveis às suas consequências, doenças no estômago (gastrite), fígado (cirrose), pâncreas (pancreatite), são algumas delas. O uso de outras drogas entre os jovens como a maconha e o cigarro que também geram riscos à saúde e riscos psicológicos (como a maconha que queima neurônios e dificulta o processo de sinapses). É válido mentalizar que quanto maior o consumo maior os riscos, e, se o uso for de forma esporádica os riscos e malefícios são menores.

A frase conscientizadora que diz que o álcool é a porta de entrada para outras drogas é correta, uma vez que a maioria dos usuários de drogas tiveram suas primeiras experiências com o álcool ou sobre o efeito dele, por conseguinte, o aumento da fiscalização por parte do governo de leis que proíbem a venda de bebidas alcoólicas para menores de idade teria forte influência e, como consequência a diminuição do acesso e consumo de álcool entre os jovens, medida que em conjunto da criação de programas conscientizadores escolares e governamentais, que podem ser realizados por órgãos como o Estatuto da Criança e do Adolescente, que reforcem os riscos que o uso de drogas em geral causa.