Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 18/05/2019

A adolescência em si é uma fase complexa e caracterizada pela curiosidade e impulsividade, é a fase em que mais se conhece coisas novas e isso pode ser prejudicial em alguns casos, principalmente quando ocorre a experimentação de substâncias legais e ilegais, seja por pressão social ou por conflitos pessoais. Tal fato torna-se preocupante, visto que o consumo em estágio de desenvolvimento acarreta graves danos mentais e sociais. Embora existam leis restritivas, o consumo ainda é uma prática comum e merece atenção especial.

Existem diferenças significativas entre gerações no que diz respeito aos padrões de uso de drogas, a sociedade mais ampla, vem-se desenvolvendo como uma “cultura da droga” há muitos anos. As mídias bombardeiam as pessoas com mensagens insistentes de que o alívio para quase tudo é os remédios. Os adolescentes que adotaram essa maneira de ver como a vida deve ser conduzida podem apenas estar refletindo modelos sociais. Embora muitos adolescentes estejam se tornando dependentes de drogas de alto risco, a maioria não está. O uso da maconha, álcool e fumo está maior entre os jovens, mas o uso das drogas mais pesadas não tem sido detectado senão em uma de cada cinco pessoas nos Brasil.

Em média, a primeira experiência de jovens com o álcool acontece aos 12 anos de idade, segundo a pesquisa feita pela PeNSE no ano de 2015. Além disso, o índice de jovens entre 13 e 15 anos que bebem aumentou de 50,3% para 55,5% em três anos. De acordo com uma pesquisa do IBGE, cerca de 70% dos adolescentes já ingeriram bebida alcoólica.O consumo precoce pode potencializar a possibilidade do jovem se tornar dependente químico, de acordo com Luciana Rodrigues Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, o efeito do álcool e das drogas nos adolescentes é mais danoso que nos adultos, pois o organismo ainda está em formação, quanto mais cedo o jovem começa a consumir, pior será o dano no futuro, com maiores riscos de desenvolvimento de doenças hepáticas e alterações psiquiátricas, entre outros problemas. No Brasil, a questão é mais preocupante no Sul, onde 65,9% dos entrevistados relatam já terem bebido.

Os jovens são muito influenciáveis, mas devem ter opinião própria sobre o assunto e não se deixar levar por atitudes dos amigos. Os pais devem servir como exemplo para os filhos, proibições em exagero não são a melhor forma de orientar, porque despertam a curiosidade, é bom manter o diálogo aberto sobre o assunto, não é preciso esperar que os filhos iniciem essa prática para conversar sobre bebidas e drogas.