Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/05/2019
Atualmente, o uso de drogas (lícitas ou não) por jovens brasileiros, vem tendo um aumento preocupante. A venda de bebidas alcoólicas para menores é considerada crime, de acordo com a lei 13.106/15, contudo pesquisas mostram que a mesma não é cumprida como deveria, podendo conduzir o adolescente a diversos problemas de saúde.
No mundo todo, a principal causa de morte de jovens à partir dos 15 anos de idade, é o consumo prematuro de álcool. Alguns dados de 2006 a 2012, realizados pelo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, mostram que 69% dos adolescentes de 14 a 17 anos ingerem álcool, no mínimo, uma vez por semana. Esses índices extremamente preocupantes ocorrem por vários motivos, como a influência dos amigos, o desejo de se comunicar com mais facilidade ou de ter experiências diferentes e divertidas. Segundo uma pesquisa lançada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, quase 40% dos jovens brasileiros experimentaram bebidas alcoólicas pela primeira vez, em torno dos seus 12 anos.
Na adolescência o corpo ainda está em formação, inclusive parte do cérebro, o que causa uma forte característica dessa fase: a impulsividade, que faz com que os jovens acabem não pensando nas consequências de seus atos. O consumo precoce de álcool é um fator muito contribuinte para que o adolescente se torne um adulto alcoólatra e fique mais vulnerável ao envolvimento com drogas ilícitas, brigas e violência sexual. Esse uso antecipado também pode acarretar diversos outros problemas, como: baixo rendimento escolar, falhas no sistema nervoso e perca de memória.
Levando-se em consideração esses aspectos, os pais devem estabelecer limites e conversar abertamente com seus filhos, sobre as consequências do uso de drogas lícitas e ilícitas. O governo deve ser mais rígido e fiscalizar melhor o cumprimento das leis, para que estabelecimentos e festas não forneçam bebidas para menores de idade. As escolas também devem realizar campanhas para que as crianças e adolescentes fiquem alertas sobre os riscos do uso das mesmas.