Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/05/2019
No Brasil hodierno, o aumento do consume de álcool e de outras drogas por jovens apresenta-se como um problema de caráter social. Isso se deve, sobretudo, aos efeitos negativos que o uso dessas substâncias pode causar aos usuários. Nessa perspectiva, os jovens tornam-se os protagonistas ao romperem com a efetividade das leis constitucionais, criando prejuízos ao seu próprio desenvolvimento e ao do país. Logo, são necessárias mais ações dos órgãos governamentais e sociais, visando ao enfrentamento dessa questão.
Em verdade, a utilização de álcool e substâncias psicotrópicas não é algo exclusivo das sociedades contemporâneas, mas sim uma prática milenar que sempre ocorreu em diversas partes do mundo. No entanto, esse consumo aumentou de forma considerável nos últimos anos, segundo dados do IBGE, mais da metade da população dos jovens com menores de 18 anos já consumiram álcool e outras drogas ao longo da adolescência. Assim, é valido ressaltar os efeitos nocivos do consumo dessas substancias, a essa conjuntura, relaciona-se a queda da qualidade de vida diante dos prejuízos ao organismo e da suscitação do vício condicionado. Em corolário a isso e sob a ótica comportamental, as alterações psicológicas decorrentes da toxicidade das substâncias podem atuar como motivadores dos conflitos entre adolescentes e os pais e entre amigos, além de induzir as atitudes irresponsáveis como a violência, ocasionais acidentes e relações sexuais desprotegidas, com a transmissão de doenças.
Outrossim, na esteira do processo de manutenção e intensificação do consumo de drogas pelos jovens, alude-se ao papel da mídia e à displicência dos pais e órgãos responsáveis. Isso porque, como disse o filósofo Rousseau, o homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado e, alinhando-se a isso, Adorno, sociólogo que estudou a Indústria Cultural, afirma que a mídia cria estereótipos que tiram a liberdade de pensamentos do indivíduo, forçando imagens errôneas. Destarte, os jovens adequam-se ao consumo de drogas como forma de inclusão aos padrões impostos. Com isso, a falta de cumprimento da lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para adolescentes aliado a negligência dos pais e responsáveis são determinantes para a sustentação dessa realidade.
Dessa forma, fica evidente os riscos relacionados ao aumento do uso de álcool e outras drogas pelos jovens. Sendo assim, é primordial que as responsabilidades sejam compartilhadas entre os segmentos do Poder Público, escolas, mídia e sociedade. O governo deve propor a fiscalização atuante, eficaz e permanente nos estabelecimentos comerciais, com as devidas aplicações de multas. Ademais, é imperioso que as escolas suscitem a mudança de comportamentos dos jovens com palestras, seminários, debates em salas de aulas e orientação aos familiares, envolvendo equipes multiprofissionais da educação e da saúde. A mídia precisa empregar o engajamento ficcional para trabalhar o vício, em novelas, simulações e propagandas publicitárias. A articulação dessa pluralidade, em parceria com o monitoramento da sociedade, é impreterível para a mitigação do consumo de drogas pelos jovens.