Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 23/06/2019
O Romantismo foi uma corrente literária caracterizada em sua segunda geração pela depressão e boemia. O autor pioneiro Lorde Byron contribuiu para a naturalização do uso do álcool como válvula de escape. Tanto no século XVIII quanto atualmente, a idealização dos entorpecentes desencadeia na desestabilização da saúde pública, representando um risco crescente especialmente para a juventude no Brasil.
O consumo de álcool precocemente está intimamente associado a naturalização desse ato, o que ocorre tanto devido às famílias que demonstram culturalmente esses costumes em confraternizações, quanto pela ação da mídia como emissora dessa prática cultural. Por exemplo, na animação Rick e Morty o protagonista é explicitamente alcoólatra e dependente químico, sendo que o público da série é de jovem, o que contribui para a ideologia que normaliza a ingestão de drogas.
A adolescência é o período da vida onde o sistema nervoso central está se desenvolvendo sendo esse o centro de tomada de decisões. Dessa forma, características como impulsividade, inconsequência e imediatismo são comuns e podem desencadear diversas dificuldades para o jovem. Em virtude desses fatores, os riscos envolem acidentes de trânsito por embriaguez, violência, atividade sexual passível de transmissão de doenças, gravidez precoce e em caso de uso crônico podem ocorrer diversas doenças do aparelho digestivo.
Portanto, o aumento do consumo de drogas lícitas ou não tem arriscado a saúde da população jovem no Brasil. Para evitar maiores prejuízos o Ministério da Saúde deve executar o Estatuto da Criança e do Adolescente de forma rígida, através de ações punitivas aos infratores e campanhas midiáticas que visem direcionar as famílias a um comportamento que não estimule o consumo de álcool e outras drogas pelos jovens.