Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/06/2019
No artigo 81 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) está explícito a proibição de fornecimento de bebida alcoólica ou qualquer droga que venha a trazer uma dependência química desses indivíduos. Contudo, a lei não impediu a ocorrência desses episódios no Brasil. Por isso, faz se necessária à análise do impasse, levando dois aspectos em conta: a fiscalização inadequada e a mentalidade da população.
Em primeira instância, é perceptível que na atualidade existe uma ineficiência do sistema de supervisão, destarte, favorece a eventualidade desses casos. A prova disso é que, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o consumo precoce de etanol é a principal causa de mortes entre jovens de 15 a 24 anos. Dessa maneira, estes por não terem uma punição adequada, continuam a ingerirem substâncias que fazem mal a si, visto que a ocorrência dos casos é gritante. No entanto, os impactos são em toda sociedade, visto que pode levar a uma ineficácia no Sistema Único de Saúde, que ocasiona no retardamento da economia do país. Em suma, o dever de fiscalização não é só do Estado, mas de toda a sociedade brasileira, como está expresso no artigo 18 do ECA.
Nesse contexto, outro ponto crucial é a sensibilidade da sociedade, que em muitos casos, faz se indiferente com causa, não zelando a dignidade das crianças e adolescentes. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 236,8 mil jovens já consumiram drogas ilícitas, seis vezes maior do que o resultado obtido em 2012. Esse número crescente vem acompanhado de ausência familiar, onde a prevenção deveria ser feita desde a gestação, levando à um senso crítico dos mesmos. Se os responsáveis pelos menores trabalhassem essas informações em casa, eles estariam mais maduros e menos sujeitos a serem guiados por más influências, pois, como já disse John Locke, “O homem nasce como se fosse uma ‘folha em branco’ “, ou seja, a sua vivencia em sociedade é que vai fazê-lo bom ou ruim. Logo, a sua história é escrita desde a infância, influenciando sobre os demais estágios da vida.
Portanto, é inegável que medidas devem ser tomadas para garantir o bem-estar dos jovens. Dessa forma, o Ministério da Educação deve promover encontros nas escolas, favorecendo o convívio escola e família, por meio de debates e formações sobre a importância de uma boa conversa familiar, favorecendo assim também a mentalidade sobre a relevância da fiscalização social. Assim, o país minimizaria a problemática.