Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 27/06/2019
Durante o Brasil colonial foi descoberto um liquido alcoólico, resultado da fermentação do caldo de cana, denominado “cagaça” pelos escravos. Por ser de fácil fabricação, transformou-se em uma bebida popular. Frustra constatar, porém, que essa bebida traz inúmeras consequências sociais, psicológicas e biológicas mas mesmo assim seu consumo tem sido crescente na vida dos jovens. Tal problemática está relacionada, sobretudo, a omissão familiar e a inconsequência dos jovens.
É relevante enfatizar, a princípio, que o descaso familiar é o principal responsável pelo consumo excessivo de álcool entre os jovens. Isso porque, a aceleração da vida contemporânea faz com que os pais e responsáveis passem menos tempo em suas casas, vivendo, compartilhando ideias e ensinamentos com seus filhos. Como consequência dessa ausência, os indivíduos vão buscar nas ruas, soluções para seus problemas pessoais não compartilhados. Encontram o consolo no álcool e nas drogas ilícitas, muitas vezes, gerando dependência e posterior problemas psicológicos, como a falta de objetivos e dificuldades de comunicação.
Atrelado a negligencia familiar, tem-se a imprudência excessiva dos jovens. Isso acontece porque, a adolescência é uma fase de intensas descobertas, são mudanças no corpo e na mente que fazem com que os indivíduos carreguem consigo um desejo constante de aceitação no grupo que vivem. Para que essa aceitação ocorra, os indivíduos se submetem a atitudes e práticas, sem pensar nas consequências. Como prova disso, IBGE divulgou uma pesquisa o qual mostra que cerca de 60% dos jovens, entre 13 e 15 anos, já experimentou algum tipo de droga licita.
Torna-se evidente, portanto, que a omissão familiar e a liberdade excessiva dos jovens agrava a problemática do álcool e das drogas. Sendo assim, torna-se necessário que os Governos Municipais, em parceria com as mídias, promovam campanhas de incentivo ao diálogo entre pais e filhos, elevando a autoestima e confiança dos jovens, ajudando a valorizar suas ações e auxiliar em suas frustrações. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, devem promover atividades interdisciplinares sobre o tema. Assim, mesmo que popular, essas substâncias passarão a não fazer parte da realidade de crianças e adolescentes.