Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 11/07/2019

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social consiste em maneiras de agir e de pensar que contribuem para que os indivíduos sigam um comportamento coletivo generalizado. Nesse contexto, nota-se que o uso das drogas tornou-se um comportamento comum entre os jovens brasileiros, devido à negligência escolar e à força do conteúdo midiático transmitido em propagandas, séries e filmes. Diante disso, haja vista que o consumo de drogas causa graves riscos à saúde, é imperativo encontrar medidas que tenham como protagonistas a tríade Estado, escola e mídia, a fim de minimizar a questão das drogas entre os jovens no Brasil.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que a falta de debates e palestras nas escolas sobre o uso de drogas, bem como seus riscos ao desenvolvimento do corpo na juventude, é um fator significativo que contribuem para a problemática. Segundo os dados estatísticos do IBGE, mais de 50% dos jovens declaram já terem consumido álcool, isso alerta sobre a importância de reforçar a lei que proíbe a venda de álcool para menores. Posto que, de acordo com o Ministério da Saúde, a ingestão precoce é a principal causa de morte dos jovens de 15 a 24 anos. De fato, a escola é o melhor lugar para tratar assuntos como esses e, por isso, cabe ao Poder Público criar um projeto de combate às drogas nas escolas, visando formar indivíduos mais comprometidos com a sua saúde.

Outrossim, não se pode negar que a mídia teve alta influência no estímulo às drogas lícitas. Durante os anos 90, em países do continente americano, como o Brasil, houve um “boom” na comercialização do tabaco: personagens de novelas e filmes que fumavam cigarros atrelavam-se a um perfil de descontração e poder, o que propiciou a popularização da nicotina, vista pela juventude como uma válvula de escape à realidade. Hodiernamente, o uso de drogas entre os jovens ainda é, muitas vezes, atrelado ao status social e à diversão. Constata-se que, portanto,  é preciso reconhecer as drogas como um problema de saúde pública no Brasil e analisar alternativas para contê-la.

Destarte, é mister que o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde se unam com vistas a desenvolver um projeto de combate as drogas nas escolas, uma vez que essas são responsáveis pela formação moral dos jovens. É necessário que o projeto ofereça palestras e campanhas, com especialistas, abordando sobre os riscos do abuso das drogas, sobretudo do álcool. Além disso, é fundamental que o Estado promova uma maior fiscalização na lei vigente e proíba, como fez com o cigarro, as propagandas e outros conteúdos midiáticos que impulsionam o uso de drogas. Desse modo, cabe as emissoras de televisão expor, em seus programas, os riscos do uso de drogas. Espera-se com isso fazer uso da máxima de Durkheim e combater esse comportamento coletivo entre os jovens.