Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/07/2019
Segundo a Constituição Federal, é proibido o consumo de drogas lícitas para menores de 18 anos. Contudo, há um aumento do uso de drogas por tal público. Sendo prejudicial ao futuro social do indivíduo, questões como a banalidade do mal e os padrões sociais devem ser analisados.
A priori, uma observação sobre a banalidade do mal deve ser feita. Isso é, de acordo com a filósofa Hanna Arendth, o mal é comum a ponto de não ser visto como algo nocivo. Nesse crivo, os genitores dos menores acham normal o acesso às drogas antes de sua maioridade, principalmente ao álcool. Dessa maneira, eles mesmos tornam-se fornecedores de tais produtos fazendo com que muitos sintam-se livres para experimentar outras drogas como a maconha e a cocaína, resultando em menores viciados e até mesmo agressivos, sendo perigosos para seu meio social. Portanto, o Governo Federal deve tomar medidas para solucionar o tema.
Outro fator a ser averiguado são os padrões sociais. Para Pierre Boudieu, existe uma violência que não necessita de contato físico para existir, sendo praticada através do exercício de poder de determinado grupo sobre outro. Essa agressão força a mudança dos elementos oprimidos que visam a aceitação em certa classe social. Nesse contexto, os indivíduos que não consomem estas substâncias são vistos como caretas enquanto aqueles que usam álcool e drogas ilícitas conquistam a aprovação do público jovem. Em decorrência disso, cria-se um padrão que obriga os adolescentes a consumirem drogas cada vez mais cedo. Logo, a família deve interferir para a melhoria do empasse.
Diante dos fatos supracitados, o contato entre jovens e as drogas é prejudicial à sociedade. Logo, cabe ao Governo Federal junto ao Ministério da Educação criar campanhas midiáticas, demonstrando através de rápidos depoimentos e fotos, as consequências do consumo de drogas na juventude a fim de que os responsáveis sejam alertados sobre a problemática. Ademais, a família junto a sociedade deve criar campanhas em redes sociais a fim de desconstruir e desestimular uma possível romantização do mundo das drogas. Dessa maneira, a Constituição será respeitada e o fim consumo de álcool e drogas entre os jovens no Brasil deixará de ser utopia no Brasil.